Seguem os termos do desafio bolachinha.
Assunto Geral: Desgraceira
Elementos: Trópicos, Especiarias, Lua, Mano e Sobrenatural.
Gogogo.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Triste Fim de Policarpo Quaresma, do Mulato pré-Modernista
Enfim, farei uma breva análise desse romance que é considerado a obra-prima de Lima Barreto, o tal mulato prá-Modernista. Autor o qual me interessou bastante, se aproximando, no seu realismo, só que de um jeito um pouco mais ácido, de Machado de Assis. Me deu vontade de ler a sua sátira "Os Brazundungas".
Triste Fim de Policarpo Quaresma (a partir de agora, TF) conta a história do "major" Quaresma, funcionário público que, desde a mocidade, tem idéias patrióticas, mas que, apenas em idade mais avançada, por volta dos seus 50 anos, começa a tentar pô-las em prática.
Para tal expediente, utilizou-se de três projetos. O primeiro, rechaçado e com o qual receberia sua (má-)fama, é a petição ao Congresso com o fim de que se tenha o Tupi como língua oficial brasileira. Pela primeira vez é mostrada a determinação de Quaresma, que chega mesmo a aprender tal língua. Foi essa idéia que culmina com a sua internação em um hospício.
Não é só a morte que nivela; a loucura, o crime e a moléstia passam também a sua rasoura pelas distinções que inventamos.
Hoje em dia teria minhas dúvidas em incluir o crime e a moléstia...
O segundo projeto, o sítio Sossego, após início empolgante por parte de Quaresma, é atacado por formigas e pela falta de fertilidade. É abandonado por Quaresma quando do acontecimento da Revolta da Armada, que acaba por datar o romance, mas não de uma forma determinante, já que o sentimento de Quaresma não é um sentimento exclusivo daquela época. Aliás, muito do que Lima Barreto escreveu no começo do século passado pode ser transcrito para os dias de hoje sem que haja uma grande defasagem nos sentimentos, principalmente no que concerne ao Estado e aos serviço público.
o terceiro projeto é justamente lutar por Floriano Peixoto na revolta da armada. mais uma vez é visto sua determinação nos estudos militares, já que o major se devia mais a uma brincadeira do escritório em que servia, no exército, do que de fato a sua posição hierárquica naquela instituição.
Enfim, o final da história é realmente triste (doh, tá no título), e nos dá uma nota de pessimismo. vai de encontro àquele papo de que se você quiser com muita vontade e fizer por merecer acontecerá. Não é isso que acontece. O que acontece é que, momentos antes de ir para o fuzilamento, Quaresma vê como foi tolo por toda a sua vida, por ter dedicado sua vida a um conceito tão abstrato quanto é o de nação (me lembrou até do livro de Hobsbawm que vimos hoje na Cultura).
E era assim que se fazia a vida, a história e o heroísmo: com violência sobre os outros, com opressões e sofrimentos.
Entretanto, vê-se em TF no que pode ocasionar um patriotismo exarcebado, assim como outros sentimentos exarcebados também pode levar à ruína. É necessário se fazer uma distinção entre orgulho e interesse em sua terra natal, ao seu berço de nascimento, do patriostimo fanático. Diferenciar raiz do resto da planta. Creio que não erraria se dissesse que o principal erro de Quaresma foi confundir a pátria com que a dirige. Ou, mais além, confundir a pátria com o seu povo, ou, ao menos, com o estereótipo idealizado ou com o estereótipo "desidealizado".
Enfim, apesar do "sofrimento" para conseguir passar as últimas páginas, e de um e outro termo um pouco mais antigo, temos em TF uma leitura até que aprazível, utilizando-se de boas referências históricas (hoje, já que era o que acontecia à época) para a construção do enredo, assim como metáforas que se utilizavam de obras importantes da literatura. Texto recomendado para quem se interesse pelo Brasil do começo do século passado. Nota? 8. MS médio.
Gilberto G.
Triste Fim de Policarpo Quaresma (a partir de agora, TF) conta a história do "major" Quaresma, funcionário público que, desde a mocidade, tem idéias patrióticas, mas que, apenas em idade mais avançada, por volta dos seus 50 anos, começa a tentar pô-las em prática.
Para tal expediente, utilizou-se de três projetos. O primeiro, rechaçado e com o qual receberia sua (má-)fama, é a petição ao Congresso com o fim de que se tenha o Tupi como língua oficial brasileira. Pela primeira vez é mostrada a determinação de Quaresma, que chega mesmo a aprender tal língua. Foi essa idéia que culmina com a sua internação em um hospício.
Não é só a morte que nivela; a loucura, o crime e a moléstia passam também a sua rasoura pelas distinções que inventamos.
Hoje em dia teria minhas dúvidas em incluir o crime e a moléstia...
O segundo projeto, o sítio Sossego, após início empolgante por parte de Quaresma, é atacado por formigas e pela falta de fertilidade. É abandonado por Quaresma quando do acontecimento da Revolta da Armada, que acaba por datar o romance, mas não de uma forma determinante, já que o sentimento de Quaresma não é um sentimento exclusivo daquela época. Aliás, muito do que Lima Barreto escreveu no começo do século passado pode ser transcrito para os dias de hoje sem que haja uma grande defasagem nos sentimentos, principalmente no que concerne ao Estado e aos serviço público.
o terceiro projeto é justamente lutar por Floriano Peixoto na revolta da armada. mais uma vez é visto sua determinação nos estudos militares, já que o major se devia mais a uma brincadeira do escritório em que servia, no exército, do que de fato a sua posição hierárquica naquela instituição.
Enfim, o final da história é realmente triste (doh, tá no título), e nos dá uma nota de pessimismo. vai de encontro àquele papo de que se você quiser com muita vontade e fizer por merecer acontecerá. Não é isso que acontece. O que acontece é que, momentos antes de ir para o fuzilamento, Quaresma vê como foi tolo por toda a sua vida, por ter dedicado sua vida a um conceito tão abstrato quanto é o de nação (me lembrou até do livro de Hobsbawm que vimos hoje na Cultura).
E era assim que se fazia a vida, a história e o heroísmo: com violência sobre os outros, com opressões e sofrimentos.
Entretanto, vê-se em TF no que pode ocasionar um patriotismo exarcebado, assim como outros sentimentos exarcebados também pode levar à ruína. É necessário se fazer uma distinção entre orgulho e interesse em sua terra natal, ao seu berço de nascimento, do patriostimo fanático. Diferenciar raiz do resto da planta. Creio que não erraria se dissesse que o principal erro de Quaresma foi confundir a pátria com que a dirige. Ou, mais além, confundir a pátria com o seu povo, ou, ao menos, com o estereótipo idealizado ou com o estereótipo "desidealizado".
Enfim, apesar do "sofrimento" para conseguir passar as últimas páginas, e de um e outro termo um pouco mais antigo, temos em TF uma leitura até que aprazível, utilizando-se de boas referências históricas (hoje, já que era o que acontecia à época) para a construção do enredo, assim como metáforas que se utilizavam de obras importantes da literatura. Texto recomendado para quem se interesse pelo Brasil do começo do século passado. Nota? 8. MS médio.
Gilberto G.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Os tais dos 12 dias...
Enfim, com um atraso de quase 20 dias, aqui vai um pequeno resumo do que eu passei nesses memoráveis 12 dias nos quais tive uma dose pra lá de razoável de Luisa, meine fofeine!
Chegada a Curutiba
Conhece Curitiba
Acha Curitiba legalzinha
Chega na sua casa de Curitiba
Vê como é legal sua casa de Curitiba
Vê como o seu quarto de Curitiba também é super bagunçado
Passar tardes maravilhosas abraçado a você, e nada mais do que isso.
Tentar me encaixar na rotina do povo da sua casa, mesmo sabendo que aquilo não era a rotina da sua casa.
Visitar altos pontos turísticos de Curitiba, a tal da cidade modelo e tals.
Principalmente o Museu Oscar Niemeyer, algo realmente notável do grande estado do Paraná.
Ver sua avó paterna, interessantezinho.
Conhecer algumas das pessoas que fazem parte da sua vida daí.
Ir conhcer Joinville e ver como a cidade, além de quente, é fofíssima.
Passar aqueles dias todos junto da Oma, e ver como eu posso ser irritadiço.
Passar um tempão contigo numa livraria, ueba!
Melhor ainda, comprar uma caixa de livros contigo na livraria.
Ver um minissérie que passou em um mês inteiro em uns 3, 4 dias.
Ver o tal do sítio, local que você também chama de casa.
Andar e rasgar a perna.
Derramar suco de uva (aiai).
Conhecer seus cachorrinhos mimimi papapá.
Casamento do interior!
Geléia de framboesa.
Ping-pong
Fíiiiiiiiigaroooooo, figarofigarofigarofigarofigaro!!!!!!!!
Curitiba de novo e os preparativos pra volta
Manhã no aeroporto (pfff)
Manhã jogos+piano.
Casa de volta
Enfim, foi mais ou menos isso amor, com certeza você tem tópicos a mais pra adicionar aqui. Mas o melhor de tudo nesses doze dias é que eles foram todos passados, o tempo quase que todo, com a senhorita. Tiamu!
Chegada a Curutiba
Conhece Curitiba
Acha Curitiba legalzinha
Chega na sua casa de Curitiba
Vê como é legal sua casa de Curitiba
Vê como o seu quarto de Curitiba também é super bagunçado
Passar tardes maravilhosas abraçado a você, e nada mais do que isso.
Tentar me encaixar na rotina do povo da sua casa, mesmo sabendo que aquilo não era a rotina da sua casa.
Visitar altos pontos turísticos de Curitiba, a tal da cidade modelo e tals.
Principalmente o Museu Oscar Niemeyer, algo realmente notável do grande estado do Paraná.
Ver sua avó paterna, interessantezinho.
Conhecer algumas das pessoas que fazem parte da sua vida daí.
Ir conhcer Joinville e ver como a cidade, além de quente, é fofíssima.
Passar aqueles dias todos junto da Oma, e ver como eu posso ser irritadiço.
Passar um tempão contigo numa livraria, ueba!
Melhor ainda, comprar uma caixa de livros contigo na livraria.
Ver um minissérie que passou em um mês inteiro em uns 3, 4 dias.
Ver o tal do sítio, local que você também chama de casa.
Andar e rasgar a perna.
Derramar suco de uva (aiai).
Conhecer seus cachorrinhos mimimi papapá.
Casamento do interior!
Geléia de framboesa.
Ping-pong
Fíiiiiiiiigaroooooo, figarofigarofigarofigarofigaro!!!!!!!!
Curitiba de novo e os preparativos pra volta
Manhã no aeroporto (pfff)
Manhã jogos+piano.
Casa de volta
Enfim, foi mais ou menos isso amor, com certeza você tem tópicos a mais pra adicionar aqui. Mas o melhor de tudo nesses doze dias é que eles foram todos passados, o tempo quase que todo, com a senhorita. Tiamu!
sábado, 6 de fevereiro de 2010
De volta ao lar...
Depois dos ditos doze dias, onde estávamos um tanto mais ocupados com outras coisas (como, por exemplo, um com o outro) para escrever, e alguns dias depois de já ter voltado para Brasília e resolvido uma partezinha da bagunça, posso agora deitar no sofá com calma, com o Harry, meu laptop, no meu colo, e relembrar um pouco desses doze dias...
De todas as coisas que aconteceram (e foram muitas), algumas fica especialmente forte na minha memória...
Para começar, daqueles primeiros dias de quase incredulidade de ter o outro, como a gente não chorou à vista quando se encontrou, mas fui chorando a prestações a cada vez que percebia que você finalmente, FINALMENTE estava lá...
Depois, vem aquelas ocasiões que não se pode escrever no blog porque te deixariam rosado, e por isso não escrevo...
Ainda, aquele dia que ficamos andando e andando pelo centro de Curitiba, nos perdemos e encontramos uma livraria, passeamos de mãos dadas pelo parque no sentido literal da coisa e nos beijamos numa praça perto do cavalo babão...
O jeito que nós ficávamos por dormir tão pouco, porque simplesmente não queríamos dormir para passar ainda mais um tempinho um com o outro...
Os muitos musicais e as muitas risadas mas, principalmente, ver filmes juntinhos...
Os dois num museu em Joinville, os únicos, provavelmente, que liam cada plaquinha e olhavam para cada coisinha lá...
As repetições das músicas do seriado, e como eu ficava te irritando com elas...
A paciência que você tinha com os meus cachorros, mesmo dizendo que não gosta de bicho...
As irritações e preocupações que, ainda bem, foram resolvidas...
O menininho mimado de cidade que fica todo mimimi com um corte na perna, mas também o menino que me carrega no colo quando eu pedia e sempre me enchia de carinho...
Dormir incontáveis vezes nos seus braços, seja um soninho da tarde ou até aquela última vez...
Assistir um monte de episódios de Glee com o laptop na barriga de um ou de outro...
A almofada. Não precisa dizer mais nada, né? hehe
Não grudar nem por um instante de você, e mesmo assim não enjoar da convivência...
Ah, Gil, foi tanta coisa que agora, com a noite já avançada e os pensamentos turvos, não consigo separar uma coisa da outra...
Só sei qu etivemos nossos momentos de sonho, um ou outro dia de choquinhos de realidade, e, eu diria, um resoltado final agradável, até...
E você, Gil... Quais suas impressões da viagem?
De todas as coisas que aconteceram (e foram muitas), algumas fica especialmente forte na minha memória...
Para começar, daqueles primeiros dias de quase incredulidade de ter o outro, como a gente não chorou à vista quando se encontrou, mas fui chorando a prestações a cada vez que percebia que você finalmente, FINALMENTE estava lá...
Depois, vem aquelas ocasiões que não se pode escrever no blog porque te deixariam rosado, e por isso não escrevo...
Ainda, aquele dia que ficamos andando e andando pelo centro de Curitiba, nos perdemos e encontramos uma livraria, passeamos de mãos dadas pelo parque no sentido literal da coisa e nos beijamos numa praça perto do cavalo babão...
O jeito que nós ficávamos por dormir tão pouco, porque simplesmente não queríamos dormir para passar ainda mais um tempinho um com o outro...
Os muitos musicais e as muitas risadas mas, principalmente, ver filmes juntinhos...
Os dois num museu em Joinville, os únicos, provavelmente, que liam cada plaquinha e olhavam para cada coisinha lá...
As repetições das músicas do seriado, e como eu ficava te irritando com elas...
A paciência que você tinha com os meus cachorros, mesmo dizendo que não gosta de bicho...
As irritações e preocupações que, ainda bem, foram resolvidas...
O menininho mimado de cidade que fica todo mimimi com um corte na perna, mas também o menino que me carrega no colo quando eu pedia e sempre me enchia de carinho...
Dormir incontáveis vezes nos seus braços, seja um soninho da tarde ou até aquela última vez...
Assistir um monte de episódios de Glee com o laptop na barriga de um ou de outro...
A almofada. Não precisa dizer mais nada, né? hehe
Não grudar nem por um instante de você, e mesmo assim não enjoar da convivência...
Ah, Gil, foi tanta coisa que agora, com a noite já avançada e os pensamentos turvos, não consigo separar uma coisa da outra...
Só sei qu etivemos nossos momentos de sonho, um ou outro dia de choquinhos de realidade, e, eu diria, um resoltado final agradável, até...
E você, Gil... Quais suas impressões da viagem?
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
De volta ao lar
Lis, amor da minha vida, este será um post curitnho, até porque está meio cedo demais e estou sem grandes idéias para o que escrever nesse post. Mas o escrevo só porque ele já está há 12 dias sem nenhuma, nenhuma, atualização. Então essa daqui será da mesma extensão que a anterior, curtinha, só pra tentar te lembrar que ainda temos que escrever sobre esses (maravilhosos) 12 dias e de repensar a utilidade desse blog, se ele há de "hibernar" ou se assumirá outra função e tá e pá.
Enfim, fico por aqui reafirmando tudo aquilo que disse nesses 12 dias, que é tudo verdade, sim srta! E, aliás, se você estiver lendo isso daqui, vou a UnB no final da manhã e devo almoçar com a Luá, daí eu iria para a sua casa para decidirmos o que fazer com o resto da tarde, que que vc acha?
Enfim, fico por aqui reafirmando tudo aquilo que disse nesses 12 dias, que é tudo verdade, sim srta! E, aliás, se você estiver lendo isso daqui, vou a UnB no final da manhã e devo almoçar com a Luá, daí eu iria para a sua casa para decidirmos o que fazer com o resto da tarde, que que vc acha?
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