quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Malas prontas

É amor, acho que você nem vai ler isso longe de mim, mas é que você me atentou tanto perguntando que me senti na obrigação moral de te avisar quando tivesse terminado.

Finito est, agora é só dormir e esperar por amanhã. Te amo, amor. E fica um último post (35) curtinho.

Jukebox #4

Porque se tem uma música que traduz perfeitamente o momento de agora, é essa:

Sunshine of your love - Cream

It's getting near dawn,
When lights close their tired eyes.
I'll soon be with you my love,
To give you my dawn surprise.
I'll be with you darling soon,
I'll be with you when the stars start falling.

I've been waiting so long
To be where I'm going
In the sunshine of your love.

I'm with you my love,
The light's shining through on you.
Yes, I'm with you my love,
It's the morning and just we two.

I'll stay with you darling now,
I'll stay with you till my seas are dried up.

I've been waiting so long
I've been waiting so long
I've been waiting so long
To be where I'm going
In the sunshine of your love.


Menos de um dia, amor... Está chegando!!!

É Amanhã!!!

Amooor, é amanhããã! É amanhã! É amanhã! *pulinhos metafóricos pela casa*

Na verdade, essa frase poderia muito bem resumir o post inteiro - afinal, esse é basicamente meu estado de espírito, e até (oh!) o assunto do post.

Deposi de longos 34 dias, com direito a problemas técnicos, internet deficiente, contas de celular possivelmente astronômicas e até uma mini-crise por excesso de saudade e perspectivas apocalípticas de uma situação em muito atenuada, cá estamos, firmes e fortes... E, falo da minha parte, mas acredito que é recíproco: morrendo de saudades.

O tempo, de novo, é aquela coisa estranha: parece que voou, parece que se arrastou, ou parece que simplesmente inexoravelmente passou, em seu ritmo doido e variável, e cá estamos agora, no fim de um longo tormento... Aquela tarde bonita em Brasília parece estar tão longe agora, quase como em uma outra existência, mas ao mesmo tempo nem parece que faz tanto tempo assim...

E só de pensar que eu:
- passei alguns dias em Curitiba
-fui para a formatura do colégio
-passei o natal em Bombinhas
-fiquei uma semana no Sítio
- voltei para Curitiba, fiquei mais uns dias lá
-Fui para Bombinhas de novo, onde fiquei mais uma semana
- Voltei para Curitiba

E agora, aquilo que era tão longe está lá, quase ao alcance de minhas mãos...

Também é doido ver o meu diário: falando com otimismo dos 22 dias que faltam, depois caindo para a casa das dezenas, finalmente começando o "final countdown"... Por que será que é tão estranho para mim ver que o tempo passa?

Talvez porque eu estivesse contando com tanto afinco... É, é uma teoria.

Geralmente, o tempo vai passando e só de quando em quando olhamos para o calendário e pensmos "nossa, o tempo passou!". Mas quando cada dia, cada hora é contada e pensada, ora com alívio, ora com agonia... Aí é realmente estranho quando o tempo passa.

Haha, começo o post falando de saudade e cá estou eu dizendo que é estranho faltar tão pouco tempo...

Mas, não sei - há um toque surreal nisso tudo - afinal, não é algo que pertença ao nosso cotidiano, nem algo que surgiu de repente - veio desde aquele "um dia te levo pro Sul", que você recebia com certa incredulidade, daquelas duas pessoas que ainda pisavam no terreno inseguro do começo de um relacionamento, até os planos, ainda parecendo meio doidos, até conversas com pais e concretizações, até a compra de passagens e o "OMG, isso tá acontecendo"...

...e até o grande choque da separação mais prolongada que tivemos.

Aqui, no ambiente que me é ao mesmo tempo familiar e estanho, tenho um certo senso de normalidade em estar sozinha - ah, amor, nem imagino como deve ter sido para você ficar em Brasília, com todo o nosso "modus operandi" presente em sua ausência - mas agora me divirto pensando em todas as coisas que você verá pela primeira vez, nos meus pedaços de infância espalhados pela casa, no espírito da cidade que moldou minha adolescência, desde as araucárias e o clima até a vista da minha janela, desde o parquinho em que brinquei há 8 anos atrás até as fotos embaraçosas de bebê no corredor...

Estou tão feliz que você está vindo para cá, amor - não só porque teremos a oportunidade de passar vários dias completamente juntinhos, (claro, descontando momentos de banheiro e talz), e não só "algumas horinhas" que às vezes parecem ser pouco, mas também porque vou te mostrar uma parte do que já foi o meu mundo, (e algumas partes que ainda o são), te apresentar a pessoas queridas, ver lugares diferentes, e te mostrar o Sítio, principalmente, o meu único cantinho de refúgio na face da terra.

Mas também, o que me anima é a perspectiva da despreocupação com aulas, compromissos e estudos, que sempre permearam o nosso relacionamento desde o começo. Nunca estaremos atrasados para a aula, nunca nos sentiremos culpados por não estar estudando para uma prova, ou lendo o texto da aula, ou, ou, ou...

Não que eu não goste dos prazos - vida acadêmica com adrenalina, como diz o Ilton - mas é bom me ver livres de vez em quando, e ver como nós somos quando não estamos semi-insanos com a pressão, ou até mesmo livres daquela mini-pressão "on the back of our minds", aquele pequeno incômodo do dever postergado com o qual nossa consciência insiste em nos espetar.

Assim, com essas pirações, começa o último dia que passarei sem você em um looongo tempo, eu espero. Feriados em Curitiba não me assustam mais - uns diazinhos, nós aguentamos, até - mas uma distância assim é realmente torturante amor - e, se puder evitar e não houver um óóótimo motivo, não quero passar por isso de novo.

Mas olhando para trás, em meio a tanta saudade, descobri que também me diverti muito essas férias - me entendo cada vez melhor com o meu irmão, já que finalmente tive tempo de observar mais de perto o homenzinho que aquela criancinha adorável de outrora está se tornando, pude ter longas conversas com a mamãe, conviver com o papai... Enfim. Sabe a palavra bittersweet? Pois é.

Mas agora, papai e Gus já estão me chamando, e tenho que interromper minhas abstrações para a vida real - assim, talvez as poucas horas que faltam passem mais rápido.

Mil beijos de quem tanto te ama...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Momento "sou poeta" da noite (embora seja em prosa):

Quem me dera ao invés de 24 horas por segundo, 24 horas em um segundo, só pelo prazer de enganar o tempo pra ficar mais perto...
Só pra te deixar na curiosidade: comprei seu presente hoje.

*Pensando em como deixá-lo mais a nossa cara...*

Aliás, 2 dias, ou, melhor ainda, 1.7.

Te amo 24 horas por segundo!

Novas (e, creio. boas...)

Lis, eu sei que estou utilizando o blog para meios outros que não os que ele deveria, mas enfim, tenho uma novidadezinha.

A questão cursinho/estágio foi resolvida. Meio que de supetão, mas resolvida. Ficarei no estágio no STJ, o qual tenho uma entrevista amanhã de manhã (deve começar pra lá do dia 9, a vaga é pro horário de 9h-13h, então seria meio que "Lis, apareço na sua casa depois do almoço..."

E quanto ao cursinho e concurso e pá e tals, ficou decidido que eu vou estudar por conta própria, papai vai providenciar o material e tals. Bem, vou ter que reservar umas 2h do meu dia pra estudar só pro concurso, e vai ter que ser uma disciplina monástica, mas acho melhor do que estudar em cursinho (que é meio salgadinho e tem MUITA coisa que eu realmente não preciso de aula, tipo Gramática e Matemática e Raciocínio Lógico).

Entonces é isso. Outra coisa que eu queria dizer é que hoje à tarde vou estar fora, e, depois de tanta enrolação, papai não vai mudar a operadora. A proposta que ele fez foi de pegar outro número, só que da TIM. Só que eu não gosto muito da idéia de perder meu número não, mas, se vc fizer questão, dá pra eu ficar com dois números sim (um privativo pra srta. Tá podendo hein?)

Enfim, é isso. No demais, TE AMO pra caramba!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Aleatório

Pois bem amor, escrevo esse post com uma nova proposta. A proposta é vir escrever sem nenhum assunto em mente. É, esquisitinho, mas é porque hoje não foi um dia lá muito diferente. Enfim, foi sim um dia meio diferente, mas acho que já é algum assunto que eu vou tratar mais tarde, tirando a característica da aleatoriedade do post, mas enfim. Falar de temas aleatórios pode ser divertido, ou não, então vejamos aonde isso vai me levar.

Acho que vou começar mesmo com o que eu fiz hoje. A gente aqui de casa, depois de dormir a manhã inteira, praticamente, foi, depois de fazer nada metade da tarde, ir na exposição lá do Ovo, ou, melhor dizendo, fomos visitar a exposição Entre/séculos, que está no Museu Nacional da República. Enfim, crente que era um punhadinho da arte brasileira da passagem do século XIX pro XX, errei feio. A exposição era um "ajuntado" de umas peças que estavam em Brasília sobre arte brasileira. Só. E ainda assim muito mal arrumado, já que aquele diabo de museu não inspira nenhuma forma lógica de organização e de percurso. Enfim, interessantinho, tinha umas coisas que dava pra dar boas risadas, e tinha outras super bacanosas.

Depois disse fomos pra casa, não sem antes dar uma passadinha no supermercado. Lá, compramos sorvete de creme e calda e waffer de morango. Tava gostoso pacas. Também alugamos Anjos e Demônios, o filme lá do livro do Danny Brown. O filme é bom, melhor que o Código Da Vinci, um pouco menor também, mas enfim, não foge muito do que se espera de um filme baseado em Dan Brown né? O mais esquisito é o camerlengo, que é feito pelo Ewan McGreggor. Fica parecendo o tempo todo que ele vai começar a cantar (8) The hills are alive!! With the sound of music...(8).

Bem, outra coisa a se dizer é que eu que dirigi na ida e tals. Tô indo bem, tirando que o carro morreu uma ou outra vez, mas enfim, com o tempo vou pegando melhor o jeito.

É, acho que esse assunto esgotou. Nhaw, também não quero me alongar muito mais aqui não, e, agora, vejo que perdeu o senso de aleatório o post. Então fica esse título mesmo, já que não consegui melhor.

Aliás, vou colocar aqui, só para o deus Chronos não perder essa preciosidade pra gente. O TOP 5 dias, tirando aqueles 4 hour concour...

1-SEMEx
2-Casa do Gil
3-PLP
4-Realize
5-Chuveiro

Um beijo, daquele que mui te ama e que tanto aguarda a chegada do dia 21.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Mas eu queria o meu fofinho...

Toda vez que começo a falar em rapazes, ou olhares, eu sei que, mesmo que o senhorito não fale tanto, mooooooooorre de ciúmes... Por trás de Gilberto, o Pacato, há sim um cer ciumento...

E esse post é basicamente uma pequeníssima reflexão de como não tem fundamento qualquer preocupação, amor.

Por um fato tão, tão simples:

Qualquer um que passe perto, ou qualquer um que olhe, ou mesmo sem presença masculina alguma por perto, só há um pensamento na minha cabeça:
"...mas eu queria o meu fofinho aqui comigo..."

A Flor da Inglaterra, do romancista anticapitalista anticomunista inglês

A Flor da Inglaterra (ou Keep the aspidistra flying, no original) é o livro da vez. Enfim, foi escrito por George Orwell, aquele romancista e ensaista inglês que virou anticapitalista, pra depois enxergar que o comunismo também não prestava. A Flor da Inglaterra é um romance que, apesar de tocar nesse assunto, não faz dele o seu ponto principal. Aliás, a grande pergunta que eu deixo aqui, qual é o ponto principal de A Flor da Inglaterra (a partir de agora, KAF)? Eu tenho duas teorias, um dessas em que acredito mais do que a outra.

A primeira teoria é a de que em KAF Orwell realmente tentava mostrar como seria a vida de alguém que travasse o que ele chamou de "Guerra contra o dinheiro", embora não veja o que Gordon Comstock, o vendedor/publicitário/poeta protagonista, fez como uma real "guerra contra o dinheiro". Essa tal guerra era travada com as mesmas armas contra as quais Gordon estava lutando. O poeta simplesmente se dizia contra o dinheiro, mas usava e, sempre que podia, o esbanjava. Creio que o que Gordon fazia está mais para um delírio depressivo contra qualquer possibilidade de sucesso do que contra uma guerra contra o dinheiro. Esta, inclusive, que chegava a ser vista com bons olhos pelo "socialista de balcão" Ravelston. Este, rico, que sustentava Gordon quando este estava em apuros. Uma saraivada de hipocrisia, tanto por parte de um quanto de outro.

Minha segunda teoria diz que o ponto principal de KAF é até onde a teimosia de um homem pode chegar, mesmo quando fundada por algum argumento irracional. E digo que esse argumento é irracional porque, mesmo que Orwell tenha se esforçado para traçar os "antecedentes" de Comstock, estes não chegam a justificar as atitudes da personagem, no máximo, tentam explicá-las. E vejo a teimosia em todos os aspectos do livro. Teimosia de Gordon, em não querer um emprego "bom", pelo simples medo de se tornar alguém comum; teimosia de Rosemary, por não querer ser decisiva na vida de Gordon (o que só alcançou quando a situação fugiu de seu controle); teimosia de Ravelston, de continuar negando sua riqueza em prol de um ideal sem grandes perspectivas na Inglaterra do entreguerras, e de continuar "ajudando" os "sanguessugas" que faziam "contribuições" para a Antichrist.

A romance, além de tentar suscitar essas discussões, tem um começo interessante, um meio quase que empolgante, e um final que simplesmente está lá para terminar o livro. Quando achamos que algo de realmente diferente vai acontecer... acontece. O problema é que é justamente o que vem se projetando a acontecer o livro todo. E Orwell, meio que já de "saco cheio" do livro", escreve suas últimas 50 páginas utilizando um tema totalmente novo, apenas com o fim de terminar o livro e mostrar que, numa junção das duas teorias que acima expus, a teimosia do homem perde contra a "guerra contra o dinheiro".

Em fim, de leitura agradável, por vezes repetitivas, mas não a ponto de cansar o leitor, KAF é uma boa pedida para leitura nas férias. Um romance que se propõe a levantar algum tema, ainda que não tenha tido muito sucesso em fazê-lo desenvolver, já que os argumentos são os mesmo por toda a narrativa. Fica aquém, por exemplo, de 1984, do mesmo autor, que tem uma aura de thriller, mesmo não o sendo, que prende o leitor do início ao fim (sim, li 1984 de uma vez só, comecei umas 20h da noite e fui terminar pra lá de 4h, 5h da manhã). Dependendo do interlocutor, uma conversa sobre o livro pode levar longe, mas sempre ultrapassará os argumentos e fatos nele exposto. De 0 a 10? 7,5, passa tranquilo, mas, com certeza, não vai ser um dos "primeiros da turma".

Gilberto G.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Post sob pressão XD

Devido às veementes cobranças via MSN, começo aqui um novo post para falar sobre...

...sobre o que eu posso falar?

Posso falar de minhas histórias de praia, mas sõa sempre as mesmas: tomar um pouquinho de sol enquanto leio algum livro que as pessoas acham absurdo eu ler na praia, (tipo assim, "história do medo no ocidente", "uma história da guerra", "levando o direito a sério", "homo juridicus - a função antropológica do direito"... Puxa, o parente literário mais próximo que eu vi na praia foi uma menina lendo "Crepúsculo", e uma senhora lendo Dan Brown...)
Depois disso, quando começo a sentir a pele quente, entro no mar, e por lá fico boiando, nadando, conversando ou simplesmente sentindo as ondas, o sol e o cheiro de sal do mar, pensando o tempo todo como seria poder compartilhar isso contigo...

O mar aqui, ao contrário de seus mares baianos, tem a água fria como o quê. Agora em Janeiro é tranquilo, já que o ar tende a ser mais quente, mas mesmo assim, para as pessoas mais frescas com água fria (leia-se: mamãe), entrar na água é um processo longo e torturante, com direito a gritinhos e retrocessos cada vez que uma onda chega e avança o nível desconfortávelmente para as áreas do corpo ainda secas...

Enfim, meu método preferido de entrar na água é rápido, para evitar ao máximo o "sofrimento": vou correndo (ou, no caso, mancando), o mais rápido que eu posso até chegar com a água na cintura, de onde eu mergulho de vez. Pronto! Sem agonias prolongadas com água fria!Depois de entrar, aí é só a delícia daquela água fresquinha em contato com o ar quente...

Haha... Mas enfim - só de falar que não sabia o que escrever, saí falando da minha técnica de entrar no mar quando a água está fria... Enfim, amor, sua namorada é incorrigível...
Nhaw, por telefone eu disse que tinha escrito uma coisinha pra ti e tals. Mas a verdade é que eu escrevi uma coisinha pra você dar uma lida e me contar o que achou. Eu sei que tá meio bobo, e que eu joguei rima e métrica pro espaço, mas foi um daqueles acessos criativos e tals. Também faço a ressalva que ainda dá pra fazer algumas alterações, trocar umas palavras pelas palavras certas e tals. Acho que a única estrofe que eu realmente escrevi para ti foi a última, esta sim você ler como se eu estivesse sussurando no seu ouvido...


Meu amor por ti é Brasília!
Não é Floripa, nunca Bahia.
Sentimento Planalto Central, que
tem horror à fuligem paulistana,
que foge do mormaço litorâneo.

É sorriso de quem se encontra
em padaria de entrequadra.
Nunca de quem se esbarra em
esquinas, estranhos cruzamentos de ruas.

É a felicidade do reencontro
apenas comparável à alegria boba
dos bobos brasilienses quando se
molham da água da primeira chuva do verão.

É amor que prefere o beijo
dos lábios rachados aos
abraços de corpos suados ou
de cabelos pelo frio eriçados

É abraço de proporções monumentais,
de braços abertos, como abertos
são as asas de um avião,
sempre pronto para contigo voar...



É... eu sei, piegas...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Jukebox #3

Bom dia, meu amor!

De novo, um daqueles momentos em que uma qualquer coisinhas no cotidiano me lembram de você e me enchem (mais ainda) de saudade...

Desta vez foi na mesa do café da manhã, enquanto comia meu mamão e pão de queijo com iogurte pacificamente, tocavam aquelas musiquinhas de fundo, para a qual ninguém presta muita atenção...

Mas eu, com minhas manias obcecadas por música, peguei um pedacinho de melodia lá...

...e era essa música aqui:


Unchained Melody - Righteous Brother

Oh my love, my darling
I've hungered for your touch
A long, lonely time

And time goes by so slowly
And time can do so much
Are you still mine?

I need your love
I need your love
God speed your love to me

Lonely rivers flow
To the sea, to the sea
To the open eye
Of the sea

Lonely river sigh
"Wait for me, wait for me"
I'll be coming home
Wait for me

Fora a parte do "are you still mine", a letra até que cabe direitinho... E, sim, é a musiquinha do "Ghost" - mas ah, eu adoro essa música, é a melhor coisa do filme!

De uma forma ou de outra, ouvir a musiquinha simplesmente me encheu de saudade, e vontade de te ligar só pra dizer bom dia... E bem, foi isso que eu acabei de fazer, na verdade...

Nhaw, amor, falta só uma semana, e é só por isso que eu aguento a enorme saudade que eu sinto.

Milhões de beijos para o meu, MEU fofinho ^^

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Trechos de Bombinhas (parte 1)...

Achei muito interessante a idéia de comentários de livros, amor - e, com o que eu já li, realmente tenho bastante a comentar - mas, antes de fazê-lo, tenho algumas coisinhas que aconteceram em Bombinhas que, no mínimo, poderiam figurar no blog...

A primeira coisa que figura é a primeira manhã... Fora o meu pé estar ruinzinho, foi um típico "dia bom na praia: fiquei um tempinho lendo no sol (afinal, o sol da manhã não é tão ruim assim pra minha pele transparente), entrei no mar e fiquei por lá conversando, nadando e boiando (tanto literalmente quanto figurativamente), fomos andar de caiaque depois ( não tão normal porque eu tive que me apoiar no meu pai para conseguir chegar até o lugar dos caiaques, que era longe).

O gostoso de andar de caiaque é que a gente pode ir pra uns lugares um pouco mais vazios, mais longes da praia cheia de gente...

Mesmo que tenha todo aquele negócio de usar um colete salva-vidas que fica meio quente e ter de fazer o esforço todo com os próprios braços, eu gosto de andar de caiaque - você fica em um contato muito próximo com a água do mar, ele é quase totalmente silencioso e a autonomia é enorme. Como estava dodói, fui num caiaque de duas pessoas com o papai - então eu até podia, por alguns minutinhos, deixar o remo descansar e só colocar a mão naquele mar verde e ondulante (beeem ondulante, posto que ele estava bem revolto naquele dia)

Nosso "destino final" era um lugar que não era propriamente uma praia - quer dizer, a maré estava bem alta e engolia toda a micro-faixinha de areia - mas tinham umas pedras onde dava para guardar os caiaques e os remos, e a água era bem calminha e hiper-mega transparente, com um monte de pedras embaixo d'água e uma montanha coberta de vegetação logo atrás... Enfim, um cenário muito bonito - pena que eu não tinha câmera fotográfica para registrar tudo...

Mas esse passeio teve um custo meio alto - eu forcei de mais o meu pé e, em virtude disso, fiquei um tempinho sem mal conseguir apoiar o pé no chão...

Enfim, amor, como vc percebe agora mesmo pelo skype, o sono está me vencendo... Depois eu escrevo mais de minhas pequenas "peripécias" aqui ^^

Milhões de beijos para o meu fofinho ^^

Fahrenheit 451, do vencedor do Nebula

É, o título é novamente proposital, mas eu realmente gostei dessa forma de escrever ele. Um vencedor do Nebula na biblioteca pessoal de fraulein Hedler! Ah sim, se é que vai aparecer um terceiro leitor desse texto, Nebula é um prêmio para o melhor escritor de ficção científica nos Estados Unidos. É tipo, wow, massa, legal! Não sou O leitor de ficção científica, mas tenho meus lidos. Alguns contos sobre robôs e "um livro e meio" da triologia Fundação, do broderzíssimo Asimov (que esteja nos céus, prometo que termino sua trilogia algum dia). Apesar de vencedor do Nebula (o autor, não livro), não encararia Fahrenheit 451 como um livro de ficção científica puro e simples. Ele é muito mais do que isso. Entra na seara de outro tipo de livro que gosto muito: Utopias e, principalmente, distopias!

É, novamente, outro tipo de livro que gosto muito, apesar de não ter aí uma leitura muito extensa. Li apenas o 1984 do (mais do que) camarada George Orwell (leitura da vez, inclusive, A Flor da Inglaterra ((porque "aspidistra" pra nome de flor é sacanagem mesmo))) e a mãe de todas, Utopia do mano Thomas More (tipo inglês de oferencendo mais bebida: "Acabow sew whisky? Thomas More!). Talvez tenha lido alguma coisinha mais, mas não me lembro agora. Mas o que me agrada em utopias e distopias? Foi o que já disse antes. Elas conseguem, por muitas vezes, assim como as ficções científicas, expressar de forma mais clara os anseios e aspirações de determinada geração. Dificilmente lerei algo mais fascinante do que sci-fi dos anos 50, no pós-guerra. É uma mistura de esperança por tempos melhores com o medo da onipotência das máquinas.

Fahrenheit 451 entra aí como uma distopia com poucos elementos de ficção científica. Tirando o sabujo e um ou outro "eletrodoméstico", R. Bradbury "viajou" muito pouco "na maionese". O mundo descrito por ele, fisicamente, digo, muito pouco difere daquele em que viveu enquanto escrevia o livro, no finalzinho dos anos 40.

O motor da distopia em Fahrenheit 451 é um mundo, digo, um Estados Unidos (egocentrismo ianque pós-segunda guerra é fogo...), em que os bombeiros, ao invés de apagar incêndios (sim, o mundo de Bradbury não pega fogo!), queima livros. Livros esse que, como explica o autor, ou melhor o professor Faber, deixaram de serem lidos por iniciativa da própria população. O governo embarca nessa onda, proibindo um número cada vez mais de livros que "ofenderiam as minorias", acabando fazendo que quase nenhum livro tenha sua leitura permitida.

Destaco aqui um artifício que também foi usado por George Orwell em 1984. Sua distopia é dual. Há dois "mundos". Um que vive numa caixa-forte, isolado do outro mundo, que, em geral, vive em miséria e, por vezes, com inveja e dominado pelo "mundo caixa-forte (des)ideal". Esse é um artifício que causou um dos poucos pontos de incômodo que tive com o livro. Embora num contexto de guerra dos EUA "ideal" com o resto do mundo "marginal", Bradbury não se preopuca, assim como Orwell, esse em menor medida, em descrever esse mundo marginal. E isso desemboca no fato de o protagonista, "subversivo" dos valores (ou da falta desses) do mundo ideal tentar contato com um mundo diferente, por vezes o mundo "marginal". Seguindo uma leitura que eu fiz em Sociologia Jurídica semestre passado (ou seria retrasado? essa passagem de semestres é meio confusa), acontece que é o colonizador que toma ares libertários. É o colonizador quem vai até o colonizado e vê como este é miserável, ou, ainda, admirando a "simplicidade" (miséria mesmo) na qual vive esse colonizado. Lembrei agora que tem um filme que se encaixa muito bem nisso também, o Blade Runner. A "iluminação" de que vive em uma distopia sempre vem de cima. Em geral, nesse tipo de livros, a ação libertária nunca vem de baixo.

Uffa, acho que me empolguei demais aí em cima. Outro ponto agora. Não creio na possibilidade dum mundo do modo descrito por Ray (not Charles) Bradbury. Um mundo sem livros, mas com a circulação de outras formas de mídias, não acabaria naquela bagaceira toda que ele descreve. Mas é aí que temos que prestar atenção na pegadinha da história. Fim da década de 40 é perto do auge do cinema é pertinho pertinho do advento da televisão, já descrita por Bradbury, inclusive em 3d, 4d, pelas paredes de Mildred. O advento de um novo tipo de meio de comunicação sempre vem com as suspeitas de fim de outro. A história nos tem mostrado que isso não é muito acertado; rádio e jornal continuam circulando por aí.

O que vejo no romance é uma supervalorização do livro como forma de se manter idéias e ideais "intactos". Enfim, não creio que apenas os livros tenham potencial de realizar essa tarefa, embora, decerto, seja o melhor meio para tal fim. Televisão e rádio podem sim serem portadores de "idéias e ideais".

Enfim, temos que ver a crítica de Bradbury por outro ângulo. Não é apenas o fim dos livros que leva a essa bagaceira toda. A crítica de Bradbury, no fundo mesmo, pelo menos pela minha interpretação, é à crescente massificação dos clássicos. Não coloco "massificação" aqui como o movimento de se tornar mais popular, ou de ter acesso a quem antes não tinha. Digo massificação como idéia de tornar "idéias e ideais" em massa. Massa descartável, ainda por cima. E a idéia de resumos cada vez mais resumidos de livros e de informações (ironia: eu recomendar esse livro via twitter). Inclusive, o trecho que eu mais gostei da edição que li foi o que o autor chama de Coda, que, após o posfácio, dá as idéias gerais na forma de crítica mesmo, sem todo o jogo de metáforas do romance.

Pra ficar com uma criticazinha. Montag não convence muito como protagonista não. É meio fraco e sem vida. Talvez seja a intenção do autor, retratando a fraqueza e palidez do homem daquela "distopia". Mas ainda assim, Faber e Clarice, mesmo em sua simplicidade e na covardia daquele, empolgam muito mais.

Em fim, não me prolongo muito mais. Apesar da historinha meio xoxa, a idéia por trás dessa distopia é fascinante. Algo que realmente me pôs pra pensar. E tem toda a satisfação de ler um Nebula com idéias como essa. Ficção científica sem ficção científica dá em distopia. Eu colocaria, em caminha contrário, Frakenstein, que é uma distopia sem distopia que acaba em ficção científica (the first of all! Dá-lhe Maria Xeli, Go go go Mary Shelly). Livro pequeno, leitura rápida (um dia), pensamentos fervilhantes. De 0 a 10? 9. É, tá quase lá...

Gilberto G.

1808, do jornalista da Veja

Novamente, título proposital. Assim como em O Símbolo Perdido, o principal atrativo da obra é o seu autor. Entretanto, ha a diferença mais que marcante de estar muito mais bem situado temporalmente que o livro de Dan Brown. Laurentino Gomes, em uma sacada editorial poucas vezes vista para um autor brasileiro (é só ver a lista de mais vendidos, 5 livros de Stephanie Meyer, "eu tenho medo"), se aproveitou dos duzentos anos da vinda da família real portuguesa para o Brasil para lançar seus escritos sobre o tema. Mas, no final das contas, o livro só teve a projeção que teve pelo esforço da Editora Abril (que publica Veja) em divulgar o filho de um de seus empregados mais influentes (Gomes já fora editor de Veja).

1808 é um livro sobre história que se pretende (ou não, como tenta mostrar o autor) um livro de História. Em minha humilde opinião, 1808 não pode ser considerado uma ótima referência sobre o assunto para o estudo da História. Entretanto, cumpre muitíssimo bem o objetivo que seu autor diz se propor: divulgação científica (o nhenhenhé se História é ou não uma ciência a gente deixa para uma outra hora). A grande bronca que eu tenho sobre o livro é que, tendo tido bons professores de História no seu ensino médio, você já sabe pelo menos 70% do que está escrito no livro. O restante é composto de números e algumas informações menores, petit histoire, como diria um querido professor meu (sim, o Ibsen). Porém, uma outra grandiosíssima qualidade do livro é a transparência das referências bibliográficas, que se constituem um tesouro dentro de um livro que não supera em muito o comum.

Passando para aspectos mais formais, creio que esta confirma o que disse sobre este livro ser sobre História. Capítulos curtos, sem muita comunicação entre um e outro, sobre assuntos nucleares. Bem ao estilo divulgação científica. Entretanto, é essa forma mais simples que se mostra uma grande qualidade do livro, facilitando, e muito, sua leitura, que chega mesmo a ser gostosa, por vezes envolvente.

Quanto ao conteúdo, embora as comparações com números e a necessidade, satisfeita, de se dar uma panorama histórico geral da época, a parte que realmente nos envolve é o petit histoire. L. Gomes, apesar de usar com certa abundância desse recurso, no que vejo, não o abordou em sua completude. O ponto alto do livro são os relatos dos estrangeiros sobre o Brasil, como o de Maria Graham e Chamberlain, por exemplo.

Mais um ponto de crítica: os "caderninhos" de pinturas da época. É uma coisa meio que particular minha, mas eu realmente não gosto deles. Gosto das pinturas, gosto (ou não) do conteúdo do livro. Mas o problema é que, pela diagramação e a diferença do tipo de papel e tals, o tal "caderninho" fica escafurunchado no meio dos capítulos, interrompendo a leitura. Estabelece-se aquele momento de tensão: "Céus! Continuo a leitura ou paro para ver as figurinhas?". Problema menor, que só um chato mesmo repara.

Ponto positivo. L. Gomes quase nos convence que D. João VI foi um grande estadista. Creio, inclusive, que um dos grandes objetivos dele era "vingar" essa personagem histórica de todas as caricatruas já feitas dele por aí. Outro ponto positivo é a narrativa de Gomes em alguns pontos. Chega a se aproximar de um thriller histórico (se eu estiver viajando muito pede para eu parar), passando em "excitação" o miolo do Símbolo Perdido. É a gostosa sensação de, apesar de você saber toda a história, se torcer para um dos lados. No meu caso, a torcida era pra que D. João VI metesse o foda-se pra Portugal e funda-se um Império no além-mar. Enfim, não preciso contar que isso não aconteceu né?

Ponto ridículo. Os dois últimos capítulos do livro. Como é sugerido pelo próprio L. Gomes, o livro poderia, com certeza, passar sem isso. Muito legal da sua parte fazer uma descoberta histórica e tals, mas por favor, escreva uma paper e manda para alguma revista de história. Minha intenção em ler 1808 não é saber se o "Arquivista Real" (musiquinha de grandiosidade ao fundo) [SPOILER, aff] teve ou não uma filha fora do casamento [fim do SPOILER].

Uma das perguntas que eu me fiz durante a leitura do livro é se eu, como um (suposto) professor de História sugeriria (ou forçaria mesmo) a leitura desse livro para meus alunos. Quase que fico no inconclusivo. Mas no fim das contas, eu realmente acho que faria uma ou outra menção em sala de aula e deixava por isso mesmo. Que a curiosidade de cada um impulsione as suas leituras. É um bom livro para dar um "showzinho" na aula, mas não vai muito além disso.

Em fim, 1808 trata-se de uma grande colcha de retalhos, muito bem retalhada, diga-se de passagem, de outros grandes livros sobre o assunto. Tanto que os pontos altos do livro são praticamente todos trasnposições (não é essa a palavra, se conseguir a que quero antes de terminar o post eu troco) de outros autores. Tem-se a tentativa de fazer um livro "bonitinho" com as figurinhas (que deve ter encarecido o livro uns 2 ou 3 reais). Não é profundo; e nem o deveria ser. Como já dito acima, 1808 faz um grande serviço de divulgação científica da história do Brasil (ainda mais com o impulso da divulgação...), e faz esse papel quase que com brilhantismo. Assim como Símbolo Perdido, 1808 não é livro no qual se pira em cima, mas também não é essa a proposta. Leitura fácil e agradável. De 0 a 10? 8. Passa com grande folga, mas não chega a ser genial.

Gilberto G.

O Símbolo Perdido, do autor de O Código Da Vinci

Sim, o título foi proposital. O principal atrativo de O Símbolo Perdido é ser a "seqüência" do Código da Vinci. Embora, como já aconteceu entre Anjos e Demônios e a segunda "aventura" (momento locutor da Sessão da Tarde) de R. Langdon, não seja necessária a leitura prévia dos outros livros para a compreensão deste, já que as menções às "peripécias" passadas de Longdon são quase nulas.

No mais, a principal característica do livro é ser um livro de Dan Brown. Segue, com uma disciplina assustadora, a receita que fez o seu autor ser um dos mais bem sucedidos da década. Aliás, eu acho que o D. Brown usa o mesmo programa de computador para escrever seus romances que os autores de novela da Globo. Na minha fantasia, esse grupo de "escritores" preenche um formulário respondendo às perguntas pré-programadas de um computador, e, puff!, está pronta a história.

Temos em O Símbolo Perdido (SP, como o mencionarei a partir de agora) a mesma receita dos outros 2 livros que envolvam o professor Robert Langdon. Ele é atraído para algum lugar cheio de mistério e de simbolismos. Ele é "forçado" pro sua "bravura e caráter" a desvendar todos os mistérios para salvar algum "amigo próximo que muito o ajudou na carreira". Ele é auxiliado por alguma "gostosa de meia-idade" (ou nem tanto, seja o gostosa, seja o meia-idade) que também é fera em simbolismos ou em qualquer outra área que venha a ajudá-lo e que tenha algum vínculo com o "amigo próximo que muito o ajudou na carreira". Ele é cético, mas, ao desvendar "todos os mistérios da humanidade", acaba dando o braço a torcer. Ele luta contra (ou a favor) de alguma "seita super secreta fodona que esconde o maior segredo da humanidade". O vilão é alguém esdrúxulo (albino? tatuagens? polícia francesa? FBI? Aliens? Pode escolher à vontade!).

As novidades, ou, como eu prefiro, as perguntas que Brown respondeu para escrever SP são ambientadas em Washington D.C., a cidade criada pelos "pais fundadores dos Estados Unidos da América". Uma bala para quem chutou que Brown sugere que esse grupo de pessoas legais faziam parte da "seita super secreta fodona que esconde o maior segredo da humanidade". Aliás, a bola da vez é a Francomaçonaria, que Brown nega como secreta (afinal de contas, as lojas maçônicas têm plaquinhas e tudo), mas sim como uma sociedade com segredos. Enfim, tanto faz.

O vilão esdrúxulo é um cara tatuado com o nome de Mal'akh, ou, como eu fazia na minha "leitura mental" Malaco mesmo. Enfim, seguindo o roteiro, o vilão vai se mostrar como alguém muito próximo do enredo principal, tentando fazer uma surpresa (tentando, porque já dá pra sacar na metade do livro quem é). Dá pra por o FBI como vilão super esdrúxulo, já que para uma agência daquele tamanho não tem a capacidade de deter um professor de simbologia de Harvard, só na esdruxulidade(?) mesmo.

A sim, a "gostosa de meia-idade". Enfim, é uma cientista maluca que é irmã do megabilionário ("amigo próximo que muito o ajudou na carreira"). (Aew! Cordas do Any other world! fantástico) O que Brown tenta nos empurrar guela a baixo nesse (Oh! Billy Brown!) romance é a veracidade da ciência noética e uma relação entre a ciência moderna (eu diria contemporânea, mas enfim...) e a antiga. Balela. Eu diria que, para estar up-to-date mesmo, SP deveria ter sido publicado uns 3 ou 4 anos antes, quando a febre do Segredo e do Quem somos nós? estava em alta. Sim, vergonhosamente, o mesmo R. Langdon que desbravou os mistérios da religião se mete agora em auto-ajuda pseudo-baseada em fatos científicos. Fazer o quê...

É, acho que não dá pra ir muito longe nessa análise não. O livro é pobre. A escolha de Washington D.C. para cenário não é das mais felizes. Apesar de todo o aspecto "mítico" dos "pais fundadores" e todo aquele blábláblá, a cidade não empolga da mesma forma que um Vaticano ou uma Paris da vida. Danny Brown (oh Danny Brown) também comete o pecado de se perder no meio do livro. Enquanto o seu romance de estréia Ponto de Impacto peca por demorar demasiadamente para começar de verdade, SP peca por perder o fio da meada. O enredo implora um fim lá pro fim das páginas 200, mas Brown (provavelmente pressionado por alguma meta de tamanho, ou por "mistérios" de Washington D.C. a serem desbravados) insiste em enfiar entulho na história, chegando a impressionantes quase 500 páginas.

Em fim, creio que estou sendo um pouco rígido demais. O livro cumpre bem sua função de entreter, de passar o tempo, com uma boa história policial que tenta ensinar sobre alguma coisa "secreta e/ou mística e/ou simbólica". Enfim, de 0 a 10? 5,5. Passou com uma folguinha...

Gilberto G.

Livros...

Bem amor, pra tirar o blog da inatividade, já que ele entrou na maior seca de tempo sem postagens, vou adotar uma das suas sugestões para dar um pouquinho de sustância pro blog. Vou colocar aqui as impressões que eu tive dos livros que eu li até agora, e, talvez, ir pondo as impressões dos que eu vou lendo por agora. Aliás, eu acho essa uma função bastante interessante para esse blog no "pós-Curitiba", sabia? A gente pode transformar ele num pequeno repositório do que cada um escreve que seja relacionado com o outro e pode também colocar as impressões do que anda lendo. Aposto que você já tem material o bastante pra preencher um longo post né? Experimenta amor, quando você tiver tempo (se é que você tem tempo na grande Bombinhas!) de colocar as idéias que você teve enquanto estava lendo os livros e tals.

Enfim, um outro propósito, menor, verdade, do post é te fazer uma proposta. Achei uma comunidade interessante no orkut, uma das poucas que existem por lá (sim, elas existem!). É chamada "clube do livro" e todo mês eles discutem um livro sugerido e votado e tals. Parece ser interessante, e eu sempre quis participar de um negócio desses. Então, se for do seu interessem, está aí a sugestão. É bom também pra ver as discussões passadas deles, já que eles existem desde o fim de 2007. Tem até alguns livros que a gente já leu (óbvio), tipo o 1984 e a Insustentável Leveza do Ser (no meu caso). O livro do mês é "Os Sertões", que me deu certa preguiça de ler até o fim do mês, então eu acho que vou deixar pra começar a acompanhar eles a partir de fevereiro.

Então tá, fica assim acertado: como são três livros lidos, serão três posts diferentes, um pra cada, ok? Tinha pensado em colocar em ordem de leitura, mas não achei interessante, então vou colocar numa ordem randômica que saiu da minha cabeça. Primeiro, O Símbolo Perdido, do broder Dani Marrom (Dan Bronw, sacou? haushuahs((eu e essa mania de explicar piadas...))). Depois dessa "pérola" da literatura, vou "resenhar" aqui o 1808, do djow Laurentino Gomes. Fechando essa primeira leva, vem o favorito do ano, até agora pelo menos, Fahrenheit 451, do ganhador do Nebula (sim, você tem um livro de um escritor de ficção científica!) Ray (not Charles) Bradbury. (Vai entender o porquê de eu estar escrevendo nesse tom humoristicozinho...)

Enfim, o Fah já foi meio que resenhado no meu post anterior, então vou ver o que dá pra falar de diferente dele. Assim, finito est o post de introdução, que, para a notícia da senhorita, foi escrito sob o som de Life in Cartoon Motion, daquele cantor[a] que você me ensinou a ouvir: Mika!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

..e praia de novo!

Ih, amor, parece que hoje é um dia meio desencontrado...

Acabou que eu não fui para a praia hoje - mal eu coloquei a cabeça pra fora do quarto e começou a chover. Ao invés disso, fui então tomar um chá com a mamãe e a Oma... (claro, com direitos a várias conversas e comentários engraçados e tudo o mais).

Depois, quando finalmente fui tentar abrir a internet do quarto, ela não abria de jeito nenhum... Acabou que fui para a sala de jogos, onde o carinha da recepção estava consertando os computadores, e descobri que a rede está com um problema mesmo...

Ele conseguiu conectar com uma outra rede, mas ela só funciona na sala de jogos- então eu não posso sair daqui com o Harry, porque começou a chover, nem posso te ligar, porque deixei o celular no quarto...

Enfim, amor, acho que te ligo depois para dar boa noite rapidinho, ok?

De qualquer forma, só repito o básico: te amo, meu lindo, te amo de mais, e espero poder falar contigo logo...

domingo, 10 de janeiro de 2010

10/01

Estou a escrever só pra não deixar uma data tão bonitinha quanto 10/01 (que é palíndromo!) sem post nenhum.

O primeiro pensamento que me vem a cabeça e que, com os dois tendo um acesso mais frequente à internet, podendo estarmos conversando um com o outro por até horas num mesmo dia, a idéia do blog perde um pouco a força, não acha? Sei lá... a idéia de que é o melhor jeito de estar perto de ti perde, e muito, a força com a alternativa do skype.

Enfim, estava pensando em colocar alguns comentários sobre o Fahrenheit 451, lá do brother Ray Bradbury, mas acabou que não estou com o animus comentandi. Enfim, só vou deixar assinalado que o que eu gostei mesmo, muito mais do que a história em si, foi o "coda", aquela parte que vem depois do posfácio, no qual ele comenta como as versões com texto incompleto assassinam os escritores e suas intenções. Não tinha parado pra pensar nisso. E, durante a leitura, também não tinha assimilado isso com um primeiro passo para a realidade do livro que o broder Brad descreve. É uma realidade que eu acho meio sonhadora demais (mesmo que o sonho seja pesadelo). Não creio que apenas com o fim dos livros, e a continuação dos outros meios de comunicação, aconteça aquilo que aconteceu. Sinceramente não acredito que apenas os livros contenham um potencial polemicista e "subversivo" como descrito no livro.

Agora um ponto o qual eu fiquei extremamente curioso é o de como o broder Brad enxergava o restante do mundo, sem os EUA, na distopia. Sei lá, é sempre interessante ver o outro lado, tipo no 1984. A parte que o broder lá que eu esqueci o nome, o protagonista, via depois é que era a realidade de verdade. Me lembra um pouco, a situação do 1984, a sitação dos judeus no holocausto, uma submissão sem a menor resistência. Por que diabos a resistência tem que vir de alguém de dentro do regime que não concorda com o que está acontecendo?

Enfim, vou ficando por aqui, realmente não estou muito no clima de sair escrevendo. Nhaw, amor, não sei se vai dar pra gente se falar de novo hoje, então fica aqui as palavrinhas de sempre: EU TE AMO. E lembra que são de sempre mesmo, desde os "segundos" momentos, até quando nos aguentarmos.

O mais curto dos posts...

Eu te amo ponto de exclamação Não esqueça vírgula não duvide ponto final Esses onze dias vão ser um misto de ansiedade com angústia reticências Durmo pensando em quando vou voltar a sonhar ponto final

sábado, 9 de janeiro de 2010

Jukebox #2

Nhaw, adorei o que eu li/ouvi amor. Em resposta vou postar aqui uma musiquinha que, embora seja exatamente o contrário do que a gente está passando, é uma adorável música, da banda que mais se aproxima do teatro mágico aqui de Brasília. O primeiro show ao qual eu fui foi deles também, o Móveis Convida com o Pato Fu (um sr. show, diga-se de passagem).

Enfim, vamos a ele:

(eu ia postar o vídeo do youtubiu, mas vi que isso seria mais complicado do que eu achava, então fica o link e a letra)

link

O Tempo
Móveis Coloniais de Acaju

A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim
Parece que até jantei
Com toda a família e sei
Que seu avô gosta de discutir
Que sua avó gosta de ouvir você dizer que vai fazer

O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim

Espero o dia que vem
Pra ver se te vejo
E faço o tempo esperar como esperei
A eternidade se passar nos dois segundos sem você
Agora eu já nem sei
Se hoje foi anteontem
Me perdi lembrando o teu olhar
O meu futuro é esperar pelo presente de fazer

O tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Distante é devagar
Perto passa bem depressa assim

Pra mim, pra mim
Laiá, lalaiá

Se o tempo se abrir talvez
Entenda a razão de ser
De não querer sentar pra discutir
De fazer birra toda vez que peço tempo pra me ouvir
A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim

Eu que nunca discuti o amor
Não vejo como me render
Ah, será que o tempo tem tempo pra amar?
Ou só me quer tão só?
E então se tudo passa em branco eu vou pesar
A cor da minha angústia e no olhar
Saber que o tempo vai ter que esperar

E o tempo engatinhar
Do jeito que eu sempre quis
Se não for devagar
Que ao menos seja eterno assim

Jukebox

Músicas, músicas, músicas... Minha vida é sempre cercada delas. Seja na minha cabeça, ou cantarolando e assobiando, seja o Luiz Gustavo cantarolando e assobiando, sejam as músicas no carro, ouvi-las enquanto estou no pc ou até mesmo ouvir no i-pod ou celular... É raro haver silêncio em minha mente.

E, ultimamente, também é raro passar um dia sem que haja uma música que me lembre de você. Assim, nesse post, vou deixar as palavras de outros falar por mim... Então aqui vão alguns trechos de música...

Nantes - Beirut (essa você já conhece)

Well it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile
And I'll gamble away my fright
And I'll gamble away my time
And in a year, a year or so
This will slip into the sea
Well it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile

Nobody raise their voices
Just another night in Nantes...
.
.
.
O Anjo mais Velho - Teatro Mágico
.
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete, a cena se inverte
Enchendo minh'alma daquilo que outrora
Eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E a tua ausência fazendo silêncio
Em todo lugar
.
Metade de mim agora é assim
De um lado a poesia, o verbo e a saudade
Do outro a luta,
Força e coragem pra chegar no fim
.
E o fim é belo e incerto
Depende de como você vê
Um novo credo
A fé que você deposita em você e só...
.
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar
.
.
.
Isis - Faun (com direito a tradução!)
.
Ich höre deine Stimme in dem Wind / (Eu ouço a sua voz no vento)
Ich schließe die Augen, denn ich war blind / ( Eu fecho os olhos, porque estava cega)
Ich falte die Hände, die Reise beginnt / (eu dobro as mãos, a viagem começa)
Ich höre deine Stimme in dem Wind/ (Eu ouço sua voz no vento)
.
Ich höre mich rufen, ich lache dabei /(eu me ouço chamar, rindo)
Ich sehe die Wolken, ich ziehe vorbei /(eu vejo as nuvens, eu passo por elas)
Ich lache und weine in einem Zug /(eu choro e rio ao mesmo tempo)
Das Fallen endet mit dem Flug /( a queda termina com o vôo)
.
Ich höre deine Stimme in dem Wind /(eu ouço sua voz no vento)
Ich schließe die Augen, denn ich war blind /(eu fecho os olhos, porque estava cega)
Ich falte die Hände, die Reise beginnt (eu dobro as mõas, a viagem começa)
Ich höre deine Stimme in dem Wind (eu ouço a sua voz no vento)
.
Ich gehe zu den Steinen, verlasse die Zeit (eu vou para as pedras, abandono o tempo)
Ich sterbe im Winter, ich stehe dir bei (eu morro no inverno, eu fico ao seu lado)
Ich wachse im Regen, ich spüre den Wind (eu cresco com a chuva, eu sinto o vento)
Ich spüre die Erde, ich halte dein Kind (eu sinto a terra, eu carrego sua criança)
.
Ich höre deine Stimme in der Nacht (eu ouço sua voz na noite)
Ich schließe die Augen, ich bin aufgewacht (eu fecho os olhos, eu acordei)
Ich falte die Hände, die Reise beginnt (eu dobro as mãos, a viagem começa)
Ich höre deine Stimme in dem Wind (eu ouço sua voz no vento)
.
.
.
Tem muitas mais, mas agora o dia começa para mim, e vamos sair...

Mil beijos, e tenha um bom dia!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Enfim, Brasília

Amor, esta é a primeira postagem já na nossa Capital da Esperança! Depois de uma viagem chata e entediante, já que a ansiedade da chegada e o "torpor" do caminho que ainda restam depois de todos esses anos foram todos gastos na ida, aqui estou em casa. Malas desfeitas e a faxina mínima (pano na casa e banheiros e tals) feita, tomei banho e vim pra frente da TV com o Tostão (wow, que saudades de fazer isso!). Vou escrevendo o post aos poucos, comentando os posts que você fez.

Agora, escreve logo após ler o primeiro dos posts, o da viagem ao sítio com o videozinho das fotos. Conclusão1: que trabalheira você teve hein amor? Conclusão2: é realmente lindo o caminho e tals, mas pelo que eu vi ainda não se compara com a viagem a Porto Seguro, por onde passamos pela Serra do Nassau. Lá, a "simbiose" montanha-estrada chega a um nível impressionante. Mas não tem a "sensação" do friozinho chegando. Apesar do aspecto de serra e de um pouco de neblina, a diferença de temperatura não é aglo que realmente chame a atenção lá. Conclusão3: ótima a trilha sonora amor! já decidi aqui, você vai ser a cineasta do casal, e ponto! Vou ler o segundo post e já volto.

*ler segundo post*

Li a primeira parte, falando da Cozinha e da virada e tals. Putz, sem muita coisa a comentar. Só dizer que vai ser um enorme prazer ser sua cobaia para o que você quiser, enquanto você quiser.

*continua lendo*

Nhaw, gostei do balanço e tals, mas achei superficial (cadê os ditos detalhes senhorita?). Mas é bom ouvir (tá, ler) o que você achou do seu ano de novo (até mesmo porque, tendo participado de metade desso processo, já conhecia um bocadinho dele). Enfim, final de ano é uma época meio tediosa pra mim. Não via com olhares de retrospectiva, mas sim com olhares de "começa logo o próximo ciclo". Você veio e mudou isso amor. Tive realmente motivos pra olhar pra trás e sorrir, e fazer desejos de que o ano que se aproxima seja, pelo menos, no mesmo nível desse que acaba de ir.

Próximo post *lendo próximo post "De volta a Curitiba!"*

Nhaw, apesar de curtinho e tals, adorei o post. Mas enfim, nada a comentar especialmente, além da curiosidade sobre "meu capítulo" em sua vida (além da curiosidade maior ainda de ver o registro do dia 20 de setembro!!). Também li o "Ouch" e enfim, são coisas sobre as quais já conversamos e tals, só esclarecimentos.

Fico te devendo um post das minhas últimas "aventuras". Enfim, não sou detalhista e não tenho muito saco pra escrever sobre a Bahia, acho que você já viu. Mas enfim, esses dois dias de viagem foram bons pra ler pra caramba. Li o Fahrenheit 451 inteiro e 2/3 do 1808, um bocadão. Simplesmente adorei o F451, depois escrevo algo ou conversamos sobre isso.

Enfim, ou em fim, te amo amor! Não esqueça ou duvide disso, ok? Assim que papai terminar de conversar com a Bahia eu te ligo no celular, afinal de contas, nunca consigo saber onde você está mesmo...

Ouch!

No nosso último telefonema, talvez você tenha se perguntado por que eu desliguei com uma voz meio estranha...

Eu expliquei na hora, mas deixe-me detalhar: enquanto eu andava pelo quarto, falando no celular, papai achou que eu já estava falando há tempo de mais no celular e foi fazer uma "entrada triunfal" para me avisar. O grande problema é que, quando ele abriu a porta com toda a sua força, eu estava logo de costas para a porta, que pegou com tudo o meu calcanhar... (Entrada Triunfal FAIL)

E logo eu, que não sou chorona, fiquei com os olhos cheios d'água. Doeu pra dedéu, mas eu achei que fosse só o talho que abriu no calcanhar...

No dia seguinte, (ou seja, hoje), acordei com o calcanhar ainda inchado e doendo, então acho que não era só o arranhão...

No final, fomos eu e papai parar na clínica de fraturas, onde descobri que tenho uma linda e maravilhosa tendinite por trauma... ISSA!

Bem, pelo menos não quebrou nada, e não vou precisar ficar com gesso na praia (irc!)... Só umas compressas de gelo e cinco dias de remédio para a dor.

Pra você ver, amor, os perigos do celular (LoL)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

De volta a Curitiba!

Foram esses dois breves textos, basicamente, que eu escrevi enquanto estava no Sítio... Depois disso, simplesmente não tinha vontade de abrir o laptop com a opções de coisas para fazer ou não fazer... Sei lá, ficar mexendo no computador no Sítio parece quase um sacrilégio quando não estou fazendo algum trabalho de escola.

De uma forma ou de outra, hoje de manhã eu tinha começado um post com fotos (muuuitas fotos) enquanto arrumava a mala para ir pra praia de novo, mas o maldito blogger me fez perder a paciência, com as fotos se dispersando e confundindo e amontoando e com um jeito absurdamente difícil de se mexer, que eu desisti. De fato, fazer um vídeo é a melhor forma de mostrar fotos... O único problema é que aí não tem espaço para comentar cada foto, falar das coisas interessantes e talz... Então é, agora eu naõ sei bem como eu faço.

Eu tentei te ligar ontem, amor, mas não consegui de jeito nenhum... Mas não se preocupe, não fico de mimimi nem nada, só queria ouvir de você logo (ou já começo a ficar preocupada >.< )

De qualquer forma, só para avisar que estou de volta ao mundo civilizado, e hoje ou amanhã ainda dou um jeito de postar alguma coisa sobre os dias que passei no Sítio - afinal, são sim, dignos de documentação, com suas curiosidades e muitas fotos - agora o como já é outra história...

Enfim, amor, faltam só mais duas semaninhas, três já passaram, e os dias vão caminhando, às vezes um tanto quanto lentamente para o meu gosto, mas nunca param, graças a Deus. Logo, logo irei para praia - local onde as horas voam com um pouquinho mais de facilidade - e quando sair de lá, pronto! Pouco mais de dois dias e meu amor estará comigo...

Ah, outra curiosidade: Lá no sítio resolvi "reavivar" o diário no qual eu não escrevia desde o dia 20 de setembro, e, como resolvi "me atualizar" por tópicos, comecei um tópico seu... Erm, digamos que já está na página 13 do relato e ainda está longe de acabar... Hehe, agora, além de menções em um blog, você tem um "capítulo" de diário meu inteiramente dedicado a você, viste? Só que vai ser /bem/ mais difícil de ter acesso a esse, eu te garanto, hehe...

Enfim, amor, manifeste-se logo, que eu estou morrendo de saudades aqui...

Mil beijos daquela loirinha invocada que tanto te ama...

Sítio! (e o Ano Novo - escrito dia 31/12/09)

O meu último dia do ano foi passado aqui no Sítio, o único lugar (como eu já te disse) com o qual eu realmente tenho alguma afinidade, o único cantinho do mundo que realmente chamo de meu. Cidades vêm, cidades vão, com seus charmes e inconveniências, muitas ótimas para visitar, algumas até boas para morar, sem lá grandes predileções... Mas aí tem o Sítio. Aquele lugar que eu conheço desde que me conheço por gente, palco de minhas primeiras lembranças, a casa que tem a minha idade (ficou pronta quando eu nasci), com suas araucárias lindas, a cachoeira, os laguinhos, as árvores em que já subi, as frutas que já comi do pé, o local onde eu pendurava minhas redes, o jardim onde brinquei tantas vezes em tardes sonolentas... Puxa, se fosse enumerar todas as memórias preciosas, todos os momentos especiais que eu já vivi aqui, não teria nem espaço no próprio blogger (se é que existe um limite de espaço, mas se existir, ainda sim é maior).


Mas enfim, fora as sentimentalidades, não é só do lado de fora que as coisas são interessantes – na verdade, passei o último dia do ano praticamente todo dentro de casa. No dia em que chegamos, à tarde, choveu horrores, e no dia de hoje ainda estava tudo úmido, com uma chuvinha que ia e voltava. Assim, fiquei por aqui, ajudando a Oma na cozinha com os preparativos da ceia de ano novo (e do Goulash que vamos comer amanhã no almoço, lol). Já sei fazer molho de salada desde pequena, além de uma ou outra coisinha, mas cada vez aprendo alguma coisa nova. Um pouco mais na observação do que fazendo algo de fato – a Oma é um verdadeiro general na cozinha, e é preciso pedir sua autorização explícita antes de fazer as menores coisinhas, até mesmo no tamanho em que cada vegetal ou tempero deve ser picado... Enfim, se a comida fica gostosa desse jeito, acho que realmente é pela disciplina férrea que ela mantém em seus “domínios”.


Aprendo muito vendo a Oma cozinhar, e não falo só de pratos novos – todo o jeito dela fazer as coisas é interessante. Ela não é daquelas de seguir uma receita ao pé da letra – ela dá uma olhada na despensa, vê os ingredientes que temos, escolhe uma receita que se assemelhe e vai mudando coisas, adicionando, substituindo, enfim, deixando tudo do jeito dela. É aí que eu aprendo aquele truquezinho na hora de esquentar a gelatina, aquele jeito de cortar laranjas, aquela colherzinha a mais ou a menos de maisena que faz a diferença em uma receita... E isso é o tipo de coisa que receita nenhuma substitui, que realmente dá personalidade ao que ela cozinha. A Oma é uma cozinheira de mão cheia justamente porque tem todas as “manhas”, todos os jeitinhos de combinar e mudar o sabor das coisas, para um resultado sempre delicioso...


Espero, um dia, poder ter pelo menos uma partezinha do jeito que ela tem para a coisa... Mas só se aprende muita coisa na prática, não é? (oh-oh... prepare-se, meu bem, que provavelmente você vai acabar sendo minha cobaia...)


A cozinha, também, não é só um lugar de preparo de alimentos, mas também das conversas mais interessantes do Sítio: com uma audiência exclusivas, são trocadas fofocas, dados conselhos, enfim, conversa-se sobre praticamente tudo (grande parte, em alemão), e damos tantas risadas...


O mais engraçado foi nos últimos preparativos para o jantar, quando o papai estava ajudando a Oma na cozinha: os dois com a mesma dose de cabeça-dura, (porque, veja bem, há uma diferença entre teimosia e dureza cabeçal), trocando farpas sobre a melhor forma de se preparar um molho ou descascar uma laranja... Enfim.


A ceia de ano novo teve tudo de aura de ocasião especial do que o Natal não teve – não sei por que, é praticamente só no Sítio que consigo sentir esse ar – talvez seja alguma coisa em preparar a comida toda durante o dia, ou das velas da coroa de advento na sala, ou dos biscoitos decorados que são praticamente uma obra de arte, ou a escuridão que nos cerca – de qualquer forma, é um sentimento diferente. Não é lá uma emoção forte, mas um sentimento de que há algo de mais na situação, de que há o silêncio necessário para realmente pensar no que está acontecendo...
Talvez seja o silêncio que torne as ocasiões especiais realmente especiais aqui.


A noite de ano novo não foi lá a coisa mais animada – comemos um monte de comida gostosa, bebemos champanhe, vimos alguns DVDs de música (porque assistir a Globo à noite é o FIM nesse dia específico...) e, finalmente, assistimos aos fogos de Copacabana pela televisão, e logo depois fomos dormir... Sem antes, é claro, que você ligasse e me desse mais um sorriso nessa noite ^^


Assim começou meu ano: cercada da parte mais tranqüila da minha família, em meio ao silêncio da noite, apenas entrecortada por um ou outro rojão que uns vizinhos engraçadinhos resolviam soltar (e deixavam os cachorros malucos!)


Com o ano que termina, resta fazer um pequeno balanço geral: e aí, o que aconteceu em 2009?


Muita. Coisa.


Foi, basicamente, um ano de mudanças: comecei o ano como uma menininha assustada, ainda meio traumatizada da escola e enfrentando uma cidade a Luisa que está aqui agora (afinal, quem sou, embora se transforme, não muda em seu cerne), que se sente bem em casa e vive de forma totalmente diferente de como vivia quando o ano começou...


Foi um ano de vitórias, assim como um ano de grandes desafios: cursinho, vestibular, mudanças, apertos de parafuso emocionais, adolescência de irmão, e umas reviravoltas amorosas, algumas que o senhorito conhece ao fundo, outras que nem tanto...


Foi um ano de estudos, metade enfadonho, metade extremamente interessantes. Foi um ano de me encontrar de novo, de descobrir quem eu sou sem as amarras de uma convivência traumática, de descobrir que sou uma pessoa razoavelmente sociável, que posso ter amigos sem problemas, que posso relaxar o aperto de ferro que tinha sobre minhas emoções, que posso, enfim, relaxar quando estou perto de outras pessoas.


Mas esse ano, quando já chegava ao fim, me deu também um amor, assustadoramente grande, que só crescia enquanto o ano chegava ao seu fim, e que promete continuar e crescer nesse ano que começa...


Assim, termino este ano com um balanço positivo – muitas mudanças, muitas reviravoltas, muitas adaptações – para que nesse ano agora avance com um passo mais firme rumo aos meus objetivos, e, talvez ouse até dizer, meus sonhos...


Passa um dia, começa outro – na realidade, o Ano Novo é só isso -, mas é uma oportunidade interessante de colocar um marco, um dia para olhar para atrás e até ousar olhar para frente...
Que esse ano que começa agora seja muita bom para você, amor!

Viagem pela Serra do Mar (escrito em 30 de Dezembro de 2009)


Depois de finalmente escapar aquele calor e aquela umidade quase insuportáveis de Joinville, colocamos todos nossas malas no Golzinho da Oma e fomos para o Sítio...

...haha, se as coisas fossem simples assim... ( ou também, haha, se eu não fosse tão detalhista assim...)


Afinal, dentro dessa frase cabe uma infinidade de dados: como a Oma acordou às 6 da manhã para começar a arrumar tudo, como tivemos que ter o maior cuidado para fechar todas as persianas exatamente no ângulo que a Oma queria, como esvaziamos metade da geladeira para colocar em um pequeno isopor, desafiando as leis da física, e de como quebramos novamente outras leis da física ao conseguirmos fazer todas as milhões de malas caberem em um carro pequenino daquele jeito, além das preocupações constantes da mamãe sobre a Oma dirigir Serra acima com um carro 1.0. cheio até o talo de pessoas e malas... Mas, depois de algumas manhas e discussões, saímos todos às 10.


A Serra do Mar – eu já falei um bom tanto dela quando estava descendo-a para ir a Joinville, mas nessa viagem eu fiquei acordada (milagre!), com a câmera em punho, tentando tirar algumas fotos bonitas das montanhas para mostrar a você... E até que consegui uma ou outra coisa interessante.


Daquele enorme e antiqüíssimo ondulado de montanhas, podemos falar tantas coisas... Pode ser um enorme mar com ondas verdes, ou até mesmo um brócolis gigante (quando eu era pequena e ia na feira, imaginava que os brócolis nas barracas eram enormes florestas vistas de longe- talvez o contrário também se aplique...), mas não tem muito que eu possa falar para descrever a subida por aquelas montanhas, com as janelas abertas, sentindo o cheiro de árvores úmidas e sentindo a temperatura cada vez mais fresca, o ar cada vez mais agradável...



Assim, para poupar as muitas palavras que eu diria, eu fiz aqui um vídeo com as fotos... ^^ Se não ficar muito bom aí, você também poderá vê-lo quando nos encontrarmos de novo... Ou, até melhor, ver tudo isso ao vivo se a gente subir ou descer a Serra enquanto você estiver aqui no Sul...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sinal de vida

É Lis, acho que você não vai me perdoar por esses 4 dias sem postagens... Mas eu tenho explicação, juro. Dia 2 foi sábado e eu passei o dia em Salvador, sem nenhum acesso à internet e tals. Dia 3 foi domingo, a LAN House que tinha lá perto da casinha de praia da vovó tava fechado. E ontem, dia 4, que foi segunda, passamos a manhã e o comecinho da tarde na estrada. E, como eu estava meio gripado, assim que a gente chegou eu fui correndo dormir. Depois fui jantar e voltei pra durmir, estava baqueadinho mesmo (acho que deu pra você ver quando ligou antes do almoço). Enfim, hoje, um pouco mais disposto, já fui à praia, à piscina, onde brinquei um pouco de três cortes com minha irmã e um pessoal lá, e vim pra cá, já que, daqui a pouco, devemos estar saindo para almoçar.

É, acho que é mais ou menos isso. Quer um relato dos dias que foram passados em branco? Bem, o dia primeiro foi bem chocho, tirando o almoço, que foi bem gostoso, já que uma tia-avó minha e todo o tronco dela da família foram lá almoçar e levaram muita coisa gostosa (inclusive um pavê incrível). No dia segundo, fomos a Salvador de Ferry-Boat, demos uma passada relâmpago no mercado modelo para comprar o doce de Jenipapo pra sua família e tals (ô docinho gostoso viu?) Depois fomo almoçar no Chinês (viva!). Muita comida gostosa. Depois disso fomos pro "Serra do Garcia", que é um prédio em que moram nada mais nada menos 4 "subfamílias" aqui em Salvador. Depois de dar a devida atenção a todos eles, e depois de comer bastante, voltamos pra Ilha de Itaparica. O mais legal é que voltamos no Ferry "Ivete Sangalo", uma balsa toda estilosa, já que é novinha, de 2008, e que faz a travessia em meia-hora, enquanto os outros fazem do dobro do tempo. Mas o mais legal mesmo é que esse Ferry tava vazio vazio, só 7 carros, já que tava sem fila pra entrar na Ilha.A fila mesmo estava para sair, sai até no jornal: "Fila para atrevessar no Ferry chega a 6, 7 horas". Enfim, uma loucura!

É, depois disso vem o dia três, no domingo, quie não teve nada demais não. Só mais uma sessão de derretimento.

Dia 4, depois de uma viagem terrível, já que ando dormindo muito mal mesmo e já estava todo arreganhado da gripe, chegamos em Ilhéus. Aqui, apesar de chover em quase todo o caminho (aquela chuva esquisita, com Sol junto, umas gotonas grandes, mas ainda sim fazendo calor), tá um Sol de baiano nenhum botar defeito. Baiano né, porque eu acharia sim um pouquinho melhor se tivesse um pouco menos de Sol. Mas o lugar aqui é muito bonito e sempre tem alguma coisinha pra fazer (além da internet livre, já que tem WiFi no quarto e tals e mamãe, vai saber porque, trouxe o laptop).

Bem, hoje, dia 5 de janeiro (até que o tempo não tá se arrastando, só... sei lá, engatinhando), fiz aquelas coisas que já disse antes e tals. Enfim amor, 16 dias! Um pouquinho mais de duas semanas, acho que a gente aguenta né?

As fotos daqui de Ilhéus eu acho que vou postar tudo junto, quando já estiver na cidade da esperança (aliás, você viu? Brasília vai ser tema da Beija-Flor, no nosso adorado carnaval).

Nem tenho muita coisa pra dizer não. Só entrei e postei aqui pra deixar alguma coisinha pra você ler quando voltar a ter acesso à internet.

Não pense, nem por um segundo, que o amor que você tem por mim é maior do que o que eu tenho por ti, viu mocinha? Te amo!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Aiai, novamente sem idéias amor. Passei só pra deixar um registro.

Um registro.

Pronto, um registro deixado.

Aliás, você não se importa do presente de 3 meses chegar com atraso não né? É que, como eu coloquei no último post, estou totalmente sem inspiração pra escrever qualquer coisinha, e ainda não deu pra comprar nada digno de você (afinal de contas, só consegui ir para Shopping em Salvador, e presente de shopping eu compro em Brasília mesmo, oras). Enfim, ia escrever alguma coisa em casa e mandar por correio pro endereço que você me deu lá em Curitiba. Mas daí tem o problema grave que aqui na casa de praia na Ilha ninguém tem muito interesse em manter papel em casa, e como eu tô sem saco de ir atrás de uma papelaria (já que não achei nenhuma no caminho da padaria e do mercadinho), você vai ter de esperar um pouco, desculpe-me.

Mas enfim, guarde esse tempo sem mim para fazer alguma coisa produtiva entonces. Use a saudade como combustível pro motor da sua criatividade, porque, pra mim, a saudade só dá corda pra lembranças, nada de novo. Acredita que hoje eu fiquei o dia inteiro com aquelas músicas do seu irmão na cabeça? (I'm on a boat like a boss!)

Aiai, enfim, os dias estão sendo derreter-comer. Uma ou outra ida à praia, com direito a uma entrada no mar. Teve o dia em que fomos no Shopping, que pode ser resumido em eu e meu pai reclamando de minha irmã, minha mãe e minha madrinha rodando por três horas nas lojas. Depois disso, fomos ao cinema. Assistimos Avatar (3D). O filme é bom, mas não escapa de jeito nenhum aos clichês de sempre.

É, acho que é isso. Creio que você não estaria interessada nos meus desarranjos intestinais né? (Comida baiana... aiaiai)

Enfim Lis, eu me sinto meio esquizofrênico em saber que você só deve conseguir ler isso daqui a uns 3 ou 4 dias e eu escrever como se você fosse ler daqui a pouco. Mas enfim, não esqueça que eu te amo do tamanho da Lua de ontem. Um super beijo do Gil!

(Aliás, eu ainda não te contei, mas o nome do "bairro" ((é meio que exagero chamar isso daqui de bairro))((eu e minha mania de parênteses)) em que a gente fica aqui é Barra do Gil, tô sem fotos agora, mas se você procurar na internet você acha, curioso né? Um lugar desses acabar levando meu nome, tsctsctsc).

Beijos!

PS (de verdade, vim editar a postagem e tals). Primeira postagem do ano! Feliz 2010 pra gente Lis! Que os outros 345 dias compensem esses 20 de saudade!