quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

É Amanhã!!!

Amooor, é amanhããã! É amanhã! É amanhã! *pulinhos metafóricos pela casa*

Na verdade, essa frase poderia muito bem resumir o post inteiro - afinal, esse é basicamente meu estado de espírito, e até (oh!) o assunto do post.

Deposi de longos 34 dias, com direito a problemas técnicos, internet deficiente, contas de celular possivelmente astronômicas e até uma mini-crise por excesso de saudade e perspectivas apocalípticas de uma situação em muito atenuada, cá estamos, firmes e fortes... E, falo da minha parte, mas acredito que é recíproco: morrendo de saudades.

O tempo, de novo, é aquela coisa estranha: parece que voou, parece que se arrastou, ou parece que simplesmente inexoravelmente passou, em seu ritmo doido e variável, e cá estamos agora, no fim de um longo tormento... Aquela tarde bonita em Brasília parece estar tão longe agora, quase como em uma outra existência, mas ao mesmo tempo nem parece que faz tanto tempo assim...

E só de pensar que eu:
- passei alguns dias em Curitiba
-fui para a formatura do colégio
-passei o natal em Bombinhas
-fiquei uma semana no Sítio
- voltei para Curitiba, fiquei mais uns dias lá
-Fui para Bombinhas de novo, onde fiquei mais uma semana
- Voltei para Curitiba

E agora, aquilo que era tão longe está lá, quase ao alcance de minhas mãos...

Também é doido ver o meu diário: falando com otimismo dos 22 dias que faltam, depois caindo para a casa das dezenas, finalmente começando o "final countdown"... Por que será que é tão estranho para mim ver que o tempo passa?

Talvez porque eu estivesse contando com tanto afinco... É, é uma teoria.

Geralmente, o tempo vai passando e só de quando em quando olhamos para o calendário e pensmos "nossa, o tempo passou!". Mas quando cada dia, cada hora é contada e pensada, ora com alívio, ora com agonia... Aí é realmente estranho quando o tempo passa.

Haha, começo o post falando de saudade e cá estou eu dizendo que é estranho faltar tão pouco tempo...

Mas, não sei - há um toque surreal nisso tudo - afinal, não é algo que pertença ao nosso cotidiano, nem algo que surgiu de repente - veio desde aquele "um dia te levo pro Sul", que você recebia com certa incredulidade, daquelas duas pessoas que ainda pisavam no terreno inseguro do começo de um relacionamento, até os planos, ainda parecendo meio doidos, até conversas com pais e concretizações, até a compra de passagens e o "OMG, isso tá acontecendo"...

...e até o grande choque da separação mais prolongada que tivemos.

Aqui, no ambiente que me é ao mesmo tempo familiar e estanho, tenho um certo senso de normalidade em estar sozinha - ah, amor, nem imagino como deve ter sido para você ficar em Brasília, com todo o nosso "modus operandi" presente em sua ausência - mas agora me divirto pensando em todas as coisas que você verá pela primeira vez, nos meus pedaços de infância espalhados pela casa, no espírito da cidade que moldou minha adolescência, desde as araucárias e o clima até a vista da minha janela, desde o parquinho em que brinquei há 8 anos atrás até as fotos embaraçosas de bebê no corredor...

Estou tão feliz que você está vindo para cá, amor - não só porque teremos a oportunidade de passar vários dias completamente juntinhos, (claro, descontando momentos de banheiro e talz), e não só "algumas horinhas" que às vezes parecem ser pouco, mas também porque vou te mostrar uma parte do que já foi o meu mundo, (e algumas partes que ainda o são), te apresentar a pessoas queridas, ver lugares diferentes, e te mostrar o Sítio, principalmente, o meu único cantinho de refúgio na face da terra.

Mas também, o que me anima é a perspectiva da despreocupação com aulas, compromissos e estudos, que sempre permearam o nosso relacionamento desde o começo. Nunca estaremos atrasados para a aula, nunca nos sentiremos culpados por não estar estudando para uma prova, ou lendo o texto da aula, ou, ou, ou...

Não que eu não goste dos prazos - vida acadêmica com adrenalina, como diz o Ilton - mas é bom me ver livres de vez em quando, e ver como nós somos quando não estamos semi-insanos com a pressão, ou até mesmo livres daquela mini-pressão "on the back of our minds", aquele pequeno incômodo do dever postergado com o qual nossa consciência insiste em nos espetar.

Assim, com essas pirações, começa o último dia que passarei sem você em um looongo tempo, eu espero. Feriados em Curitiba não me assustam mais - uns diazinhos, nós aguentamos, até - mas uma distância assim é realmente torturante amor - e, se puder evitar e não houver um óóótimo motivo, não quero passar por isso de novo.

Mas olhando para trás, em meio a tanta saudade, descobri que também me diverti muito essas férias - me entendo cada vez melhor com o meu irmão, já que finalmente tive tempo de observar mais de perto o homenzinho que aquela criancinha adorável de outrora está se tornando, pude ter longas conversas com a mamãe, conviver com o papai... Enfim. Sabe a palavra bittersweet? Pois é.

Mas agora, papai e Gus já estão me chamando, e tenho que interromper minhas abstrações para a vida real - assim, talvez as poucas horas que faltam passem mais rápido.

Mil beijos de quem tanto te ama...

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