sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

32+15

Bom ler seus dois últimos posts. E, principalmente, esquisitíssimo ouvir sobre sua ceia de Natal. Bastante diferente mesmo.

Por aqui foi aquela ceia de família grande mesmo, preparada sem grandes preparativos. Deveria ter umas 6 "subfamílias" aqui e cada uma ficou incumbida de trazer um ou dois pratos de comida. Enfim, discursos natalinos, inclusive um de "desculpe-me se enchi o saco de todo mundo com minhas manias o ano inteiro" por parte da anfitriã. Também teve a comilança, que, apesar de estar gostoso, não esteve nem próximo das minhas melhores ceias natalinas.

Enfim, me desculpo novamente pela falta da fotos. Mas é que por aqui está realmente complicado conseguir um computador que seja. E quando consigo um computador, não tenho a máquina. E quando tenho o computador e a máquina, esqueço o cabo USB em algum lugar sem alcance. Coisas de pessoa burra mesmo. Mas enfim, um dia você vai ver as fotos dessa viagem (e vai perceber que são extremamente parecidas com qualquer foto de viagem que eu faço).

Ahá, ainda não conseguiram me arrastar pra praia, acredita? Ainda não pisei o pé na areia (da praia, porque aqui onde eu estou areia é o que não falta em lugar algum). Embora não esteja indo a praia, estou no litoral baiano, então, conseqüência lógica: já estou com o rosto levemente avermelhado. Sim, porque 15 minutos no Sol já é o suficiente para ter leves queimaduras que vão te enchar o saco por um bom tempo.

Ah, meu dia 25? É meio que uma continuação da ceia de Natal, já que há um almoço tradicional aqui, que ocorre todo ano, por causa do aniversário de uma das minhas tias-avó. Essa tia-avó foi a primeira da família a ir a Brasília, então devo a ela ter existido, pois foi com ela que meu pai ficou quando veio "de castigo" pra Brasília (veio, puff, vontade besta de estar em casa...). Esse almoço sim é coisa grande, de proporções ainda maiores que a noite de Natal. Mais discursinhos falando sobre como tia Isabel é importante, e presentes e blablablá, atacamos o almoço: uma senhora feijoada. Enfim, não comi muito, já que, como você já sabe, não sou muito fã de carne, ainda mais feijoada, que leva todos aqueles pedaços "esquisitos" do porquinho.

É, minhas férias continuam não muito diferentes do que já estavam antes. Sol inescrupuloso me torrando a cuca (se bem que hoje as nuvens deram uma ajudinha). Suadeira desgraçada, é o dia inteiro assim. Nem ler estou lendo direito, já que sempre tem algum parente mais velho pedindo atenção, principalmente meu avô pedindo para jogar buraco (essa sim, sempre, a grande distração das férias).

Tenho também que admitir que não compartilho contigo a vontade de te ter por aqui. Eu realmente não gosto de que as pessoas me vejam em uma situação da qual não gosto. Pior ainda, não gosto de dividir essa situação com mais alguém. Mas a vontade que tenho, e que está me torturando o tempo inteiro, é a de estar junto a ti Lis. Todo o tempo. Quando eu paro e me lembro do seu rostinho, os olhos marejam. Ontem na ceia, tive até um momentinho meio emo, de ir prum canto e ensaiar chorar. Enfim, não deu muito certo, tinha que voltar pra ceia e etcetcetc.

O título do post é pra mostrar um erro frequentíssimo de quando venho entrar no blog. Eu quase sempre digito 32+15. É uma coisa subconsciente (ou consciente até demais) que tenta diminuir os dias que passo longe de você e fazem aumentar os dias ao teu lado.

Aiai Lis, essa sua "ameaça" de olhares na praia... Você não precisava colocar isso sabia? Eu SEI que vão olhar pra você, e sei que é questão de tempo até alguém... te abordar, digamos assim. Confio em você amor, eu não confio é nos outros. Por aqui, nem piso na praia, então nem tenho contato com "pessoas do mundo externo". Além disso, tenho um primo de pentelhésimo grau aqui que tem um corpo lindo, todo esculpido e tals. E ele é meio loiro, com barba mal feita e tals. Lindo de morrer, daqueles que você empalharia e colocaria no seu quarto. Então pode ter certeza, não tem absolutamente ninguém olhando pra mim.

Hoje é 25, então, 31 pra cá, 4 pra lá, ainda são 27 (longos) dias. Isso vai ser torturante, ainda mais sabendo que desses 27, 18 dias ainda são em solo baiano. Ah, como eu odeio essa terra Lis. A única coisa boa que tem aqui são as águas quentinhas no mar (lembrando que eu não gosto deste, não fica uma visão muito boa né?)

Gostaria que você me perdoasse a falta de ligações. É que o "jênio" aqui esqueceu o carregador do celular. Então, uma vez apagado, ele não vai levantar tão cedo. E meu pai tá numa pirraça pra não me emprestar o dele... isso sem contar quando ele não tranca o celular no carro e some com a chave.

Aiai. Aiaiaiaiai. Sinto muito sua falta Lis. Seu abraço. Seus olhos me cortando. Seus olhos me abraçando. Enfim. Pessoas fazendo barulho aqui, e querendo ver o que que eu estou fazendo. Termino as despedidas aqui.

Te amo Lis. Não esquece. Não duvide. Espero que a recíproca seja verdadeira. Saudades do tamamho do mar de Salvador...

Um comentário:

  1. ô amor, que preocupação é essa...
    Não se preocupe com pessoas na praia - assim como sempre tem gente que olha, sempre tem ou o Luiz Gustavo, ou o papai, ou até mesmo a Oma do lado para desencorajar qualquer um de chegar perto. Relaxa, amor - não estou com nenhuma "vibe receptiva", e minha única vontade aqui é relaxar, ler, nadar e dormir. Só isso, tá? Não fica preocupado, não...
    ^^

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