quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Primeiras 24 horas

Considero vencidas as primeiras vinte e quatro horas (pelo horário, vinte e cinco e meia, mas enfim). Não foi tão terrível quanto podia ter achado que seria. Mas foi, enfim, mais um dia de férias, em que, com o piloto automático ligado, passei de distração em distração. Da tv pro tostão, do tostão pro boi-da-cara-preta, do boi-da-cara-preta para um livro (Eichmann em Jerusalém), do livro para House. Nada muito construtivo. Nada realmente prazeroso.

Foram horas nas quais em mais de um momento eu pensei em te ligar avisando que estava indo a sua casa, para, quase que imediatamente, me lembrar que não ia lá te encontrar. Tentava tirar esses pensamentos da cabeça e passar a distração seguinte.

Seguindo um dos nossos "padrinhos", Nicolas Behr, aquele mesmo, que escreveu o poema que mais repito a ti (com a brevidade dele é fácil de decorar e repetir a exaustão), foram quase 90000 horas de amor longe de ti. Sim Lis, 24 horas por segundo, sempre, sem interrupção.

90000 horas de monotonia, de pensar em olhos azuis, de pular de paliativo em paliativo, de lembrar que, após as primeiras 24 horas, virão ainda mais 34 longos dias. Longos dias nos quais terei de continuar de distração em distração.

Não posso me dizer triste. Mas, com certeza, não é alegria o que sinto. É uma pequena agonia, que a cada minuto que passa vai crescendo. A agonia que cresce até a hora em que de novo te encontrarei.

E meio que sinto medo dessa agonia. Até hoje só deixamos ela crescer por 3 dias. Que tamanho tomará em 35?

Só espero que o fim dessa agonia seja recompensada com um turbilhão de felicidade contida duma forma que nunca d'antes senti. Só espero pelo dia em que poderei mais uma vez te abraçar. Aliás, uma vez não, muitas vezes.

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