quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Viva! Enfim, habilitado!

Mais uma novidade nem tão mais novidade assim. Eu até pensei em guardar isso pra mostrar "com exclusividade" pro blog, mas qual sentido teria isso? Eu realmente tava morrendo de vontade de falar contigo à tarde, então era melhor falar tudinho na hora mesmo.

Mas eu fiquei pensando numa coisa entre a prova do Detran e o recebimento (ou resgate, daqui a pouco explico) do documentinho xoxo lá. A gente vive num mundo que dá muita importância pra esses documentos, essas folhas de papel. Enfim, essa não é uma afirmação com qualquer viés axiológico (sim, quando sinto falta da UnB eu volto a falar "bonito" assim). Mas é que chegamos num ponto que, para se ter alguma segurança de que as pessoas são realmente quem são, se elas foram autorizadas pelo Estado (ó autoridade máxima que tanto me faz bem!) para certos atos, temos que estar de "porte obrigatório" de algum pedaço de papel mais ajeitado.

Embora façam 8 dias desde que recebi a notícia que tinha passado na maldita prova do Detran, só posso sair por aí com "meu possante turbinado" hoje. E isso só porque os Correios só deram o ar da graça por aqui hoje. E olha lá, isso só porque fui resgatar a correspondência aqui de casa na central do condomínio. (Aqui no condomínio, o correio entrega na portaria, e o serviço interno do correio é a própria administração que faz. Pode parecer pouco, mas lembre que são quase 1000 casas) Como tava chovendo, os carteiros não saíram pra entregar, e, provavelmente, só passariam aqui em casa amanhã. Ainda bem que fui lá ao resgate.

Mais bizarro do que a situação de dirigir um carro, é a abstração absurda que significa um passaporte. Aquele caderninho te certifica que, com o selo adequado (outra abstração), você pode ir de um lugar ao outro. Mas, enfim, quem disse que pra eu ir de um lugar ao outro alguém tem que me dar permissão? Quem diabos é que tem o poder, e a legitimidade, pra dar uma permissao desse tipo? E porque aquele caderninho, com normas internacionais de padronização? Mais bizarro ainda, porque no meu caderninho estar desenhado um brasão e no seu outro significam que nascemos em lugares diferentes, sob autoridades diferentes, obedecendo a direitos diferentes?

Concluo assim. Chegamos num ponto que certos desenhos, certos selos e papéis coloridos com sua foto dizem exatamente quem você é e o que você andou fazendo. Enfim, coloco de novo que não tem nenhuma valoração especial nisso. Temos de ser controlados sim! Mas nos tempos que enfrentamos em Brasília, fica a pergunta: mas quem é digno o suficiente para me controlar? Quem vai fazer que todos tenham as mesmas condições de ter aqueles papéizinhos coloridos?

2 comentários:

  1. Falando de controle, de papéis, e depois lá tem a nossa foto... :P
    Isso seria um sinal de controle também? (LoooL, aí já é uma piração dentro de uma piração, veja só) Ou seria só o meu controle sobre você (MUAHUAHUAHUAHUAHUAHUHUAAAAAAAAAAAAA)
    Anyway, fofinho: espere só, quando voltarmos pra Brasília, você vai me dar carona pra tudo quanto é lugar... ^^

    ResponderExcluir
  2. Não Lis, a foto não tá no contexto do controle, mas sim no contexto de que o papel consegue cada vez mais traduzir quem nós somos.

    (e aí, consegui me safar dessa?)

    ResponderExcluir