Então aqui estou eu, já levemente bronzeada (mas não queimada: viva o filtro solar fator 30!), de shortinho e regata, tendo tirado o biquini depois de passar uma água no corpo, e com aquela sensação gostosa, mistura de cansaço e satisfação, que tenho sempre que passo um tempo na água. No momento, estou sentada na varandinha da pousada (viva o wireless que finalmente resolveu funcionar!), onde vamos comer um lanchinho mais leve, já que o jantar de natal está incluso na diária do hotel, e pelo jeito vai ter montes de comida hoje...
Nosso primeiro dia na praia, para a ala alemã da família, foi perfeita: céu nublado, meio chovendinho, mas com o sol espiando por entre as nuvens ocasionalmente, e um ventinho friozinho, gostoso, afastando o calor abafado que geralmente acompanha o verão na praia, seja aonde for. Nossa "caminhada matinal" não aconteceu por causa da chuva mais forte de manhãzinha (er, convenhamos, uma maravilha para quem queria dormir mais uns cinco minutinhos...)
Depois de um café da manhã cheio de docinhos gostosos, nos arrumamos rapidamente e fomos para a praia. Passei minhas toneladas de filtro solar, dei uma caminhada lenta e tranquila, acompanhando o ritmo da Oma e, enquanto esperava o filtro secar, pegava meu livro, ocasionalmente lendo alto para a mamãe e a Oma algum trecho que achasse interessante. Estou terminando de ler aquela coletânea de textos "Mulher - filosofias ou coisas do gênero", e aproveitava para tomar um não-sol, sentada na espreguiçadeira. Quando não estava lendo, conversava com a Oma - altos assuntos, desde fofocas de família até outros assuntos que só ouso falar para você pessoalmente - disso tudo, só sei que a Oma não cessa de me surpreender. Assim que julguei que o filtro estivesse seco, corri para a água, em uma descida gelada e quase torturante até que, com as "marolinhas" batendo em meus ombros, me acostumasse com a temperatura. Lá, continua o padrão: nadar, mergulhar, conversar, enfim, passar o tempo enquanto o mar nos puxa e empurra suavemente, às vezes para o lado, às vezes para trás.
Quando cansei da água, voltei para minha espreguiçadeira para ler mais um pouquinho -dessa vez em silêncio, apenas escutando o barulho do mar - e nas proximidades do meio-dia, resolvemos comer alguma coisinha de almoço. Então aqui estou eu, no começo de um tempo cheio de mar, preguiça e leituras, curtindo o fato do sol escaldante também ter tirado férias...
...e morrendo um pouquinho por dentro de tanta saudade. Estou me divertindo, sem dúvida - mas a cada momento a saudade está lá, no fundo da minha mente, apenas esperando um momento de distração para aflorar com toda sua força devastadora, me fazendo contar semanas, dias, minutos para te ver novamente, imaginando mil vezes o que faríamos se estivesse aqui, chorando um pouquinho por dentro por não ver nem sua escrita por tanto tempo... Cadê você, meu lindo? Espero realmente que esteja bem, essa falta de comunicação é tortura para mim!
Quando as coisas estiverem mais quietas, escrevo um post só sobre as minhas pirações em cima de saudade, ou um outro sobre Bombinhas em si, ou ainda outro sobre as músicas que ouço e me lembram de você, ou ainda outro sobre as mil outras coisinhas que penso e que queria compartilhar, aquelas que preenchem minhas falas sobre tudo e mais um pouco quando estamos juntos...
O que mais queria agora é que você estivesse por aqui, lendo do meu lado na areia, sendo arrastado (muito à contragosto, pelo que vejo) para a água, ou simplesmente descansando em algum canto, ouvindo o barulho do mar...
Mas o que podemos fazer? O tempo, esse dissimulado, parece que trabalha ao nosso favor, mas às vezes tem suas manhas, arrastando-se. Mas o que posso fazer? Esperar, tentar me divertir por aqui, e pensar em você a cada segundo de meu dia para suprir a enorme falta que sua presença faz ao meu lado...
Realmente espero que você possa se manifestar por aqui logo, me contar de sua longa viagem, me mostrar algumas fotos suas... Enfim, amor, sinto falta de tudo em você.
Milhões e milhões de beijos, mesmo`que à distância...
PS: Consegui carregar as fotos de Joinville, e merecem alguma explicação: Primeiro, essa é a vista da varanda da O
ma, onde podemos ver bem claramente a influência alemã na cidade, com os telhadinhos lá, e as onipresentes montanhas que aninham a cidade. No centro da foto, podemos ver a torre de uma igreja... Mais especificamente, a Igreja da Paz, a igreja luterana onde meus pais se casaram ^^
Na segunda foto, a vista da janela da cozinha da Oma, e de novo minha pequena fixação com as montanhas, a Serra do Mar, em suas diferentes camadas que podemos entrever na névoa...
Já aqui é o apartamento da Oma em Joinville, que talvez você veja quando vier para cá: as constantes flores, os móveis antigos no canto... E, claro mamãe e Oma no fundo, ocupadas com os preparativos de antes da viagem.
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