De tantos dias para escrever sobre a saudade, por que hoje? Para falar de uma dor constante assim, qualquer dia serviria – mas hoje, em especial, senti sua falta com especial intensidade.

Depois é que, pelo fato de a ceia de Natal ser mais longa, tive um tempo de pensar – tempo de ver várias famílias juntas, de ver casais de namorados na praia, ou até mesmo de ver alguns caras me encarando enquanto andava pela praia – puxa, Gil, por que você não está aqui? Fiz uma ou outra poesia na minha cabeça, fechei os olhos e desejei com toda a força que estivesses aqui, mas sei que não adianta – por mais que conte e conte os dias, eles ainda passam bastante de vinte. A consciência que vou passar um tempo aqui, ir para o Sítio, voltar para Curitiba e voltar para Bombinhas antes que você chegue me é um tanto quanto sofrida, e o tempo, aquele malvado, se arrasta cruelmente, emendando uma série de dias cheio de belezas e divertimentos, mas que se tornam meras distrações a cada vez que penso: “...mas ele não está aqui.”
Puxa, meu amor, o que eu não daria para ouvir a sua voz de novo...
Talvez tenha sido porque hoje vi algumas paisagens bonitas – e uma das partes mais amargas da ausência é ver algo belo e quase que automaticamente olhar para o lado “olha, Gil, que lindo...” mas você não está lá.
Assim, agarrada com a câmera como se fosse um salva-vidas, tiro fotos de tudo o que vejo, como se através das lentes da câmera e do ângulo de meus olhos, você pudesse estar por aqui também, nem que fosse por um instante fugaz que seja. Imagino a cada foto como seus olhos a veriam, o que comentaria, o que calaria, e o que simplesmente me abraçaria... Por isso, talvez, que eu tire tantas fotos nessas férias.
Depois é que, pelo fato de a ceia de Natal ser mais longa, tive um tempo de pensar – tempo de ver várias famílias juntas, de ver casais de namorados na praia, ou até mesmo de ver alguns caras me encarando enquanto andava pela praia – puxa, Gil, por que você não está aqui? Fiz uma ou outra poesia na minha cabeça, fechei os olhos e desejei com toda a força que estivesses aqui, mas sei que não adianta – por mais que conte e conte os dias, eles ainda passam bastante de vinte. A consciência que vou passar um tempo aqui, ir para o Sítio, voltar para Curitiba e voltar para Bombinhas antes que você chegue me é um tanto quanto sofrida, e o tempo, aquele malvado, se arrasta cruelmente, emendando uma série de dias cheio de belezas e divertimentos, mas que se tornam meras distrações a cada vez que penso: “...mas ele não está aqui.”
As coisas não perdem seu sentido – a água continua deliciosa, a paisagem continua bela e o
s livros continuam interessantes – mas tudo empalidece diante da mera lembrança dos seus olhos, e da lembrança da infinidade de quilômetros que nos separa.
Puxa, meu amor, o que eu não daria para ouvir a sua voz de novo...

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