quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Esperar...

Hoje chego em casa após uma prova que, bem, sejamos sinceros, estava pouco me lixando pra essa prova. Chego em casa e tomo meu lanche, converso com todos aqui em casa, entro na internet. Já é costume encontrá-la lá a me esperar, ou esperar mais um pouquinho pra ver você chegando e bradar o "boa noite!" usual. Hoje não funcionou. Não veio. Tentava me lembrar de que era porque estava dentro de um avião e etc etc. Não funcionou. As saudades continuaram. Tentei me entreter com um joguinho besta, não aguentei muito. Meia-horinha tentando me iludir e me vem a idéia que estava mastigando por tempos. Vamos à escrita da glosa do texto dela.

Quando olho para a nova entrada dela a idéia dos comentário me fogem da cabeça. A beleza do texto me faz recordar com detalhes a cena. E volto a chorar. Mas choro sorrindo, como qualquer choro que essa adorável garota já me fez chorar. Sorrio de regozijo, por saber da sorte que tenho por estar ela me esperando, apesar de ter partido. A beleza do texto me lembra a beleza dos seus olhos, dos longos cabelos loiros. O rostinho que me acostumei a ver por horas todos os dias não me sai da cabeça.

Estou tentando me conformar a esperar. Esperar pelo quê? É uma pergunta que faz algum sentido sim. Será que a espera é mesmo pelo fim dos 35 dias? Ou a espera termina antes, com a conformação de que ela se foi, mesmo que temporariamente? Me pergunto, agora, que ela entrou de vez na concretude da minha rotina, se conseguirei montar uma nova. Uma rotina na qual ela só aparece por voz, por foto, por mensagens. Uma rotina de 35 dias nos quais não poderei abraçá-la, que não poderei vê-la, nem beijá-la. 35 dias de distância.

Não sei a resposta. Mas realmente acredito que a espera terminará no dia 21/01. E terminará com mais choro. Choro de alegria (era o que faltava em mim...), de alívio. De saber que ela volta sim pra rotina. E que a rotina dos 12 será a rotina dela. Rotina das férias dela.

Quinta-feira será um dia difícil. O primeiro sem ela. O primeiro de 35. O que me consola é que

[Mas] o mar de Brasília é o céu.
Mar sem sal.

Acaba que mar e céu viram uma só coisa.
Perde todo e qualquer sentido amar à distância,
pois estaremos sempre juntos.

Dizer que te amo quase perde o sentido,
vou inventar outra palavra para o que sinto por ti.
Ou melhor, não direi nada.
Contento-me em sentir.

Mas o mar de Brasília é o céu.
Mas amar em Brasília é o céu.
Mais amar em Brasília é o céu.

O amor do mar pelo céu é fichinha,
não direi nada,
contento-me em sentir.


Te sinto daqui amor. Amo-te de Brasília. Estaremos sempre juntos.
Daquele que sorri ao lembrar de seu rostinho.

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